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Não há suicídio por razões externas

Tatiana Ades 22/09/2017 PSICOLOGIA
Não há suicídio por razões externas
Fonte: imagem Pixabay
Sejam 13, 23 ou 103 razões

por Tatiana Ades

A série 13 Reasons Why, aclamada pelo mundo, gerou uma série de discussões acerca do suicídio.

Precisamos falar sempre sobre o suicídio e quebrar o tabu do mesmo, até para que seja evitado.

O primeiro ponto que acho importante ressaltar: na série o bullying é fator primordial para o ato, mas precisamos lembrar que, muitos jovens que passam pela mesma situação, não irão cometer suicídio.

Então, é importante percebermos: a pessoa que comete tal ato, já tem alguma doença mental ou comportamental e os fatores externos serão gatilhos para o ato de retirar a própria vida.

Não há suicídio por razões externas, sejam 13, 23 ou 103 motivos, se a personagem Hananh da série estivesse bem emocionalmente, não chegaria a esse ponto.

Muitos jovens entre 15 e 29 anos têm cometido suicídio por causa de transtornos mentais e de personalidade, entre eles o transtorno bipolar, borderline, esquizofrenia, abuso de drogas e outros.

É preciso descobrir as 13 razões sobre o porquê do suicídio dentro da personagem, fazendo uma viagem inversa, no interior dela, em todo o seu universo psicológico reagindo a um universo externo e os limites para suportar esses gatilhos.

É importante que façamos sempre essa reflexão conosco, com nossos filhos e amigos.

Converse sobre o bullying, sobre o suicídio (não faça deste um tabu), observe se há algum comportamento diferenciado, encaminhe à terapia se perceber que seu filho fica muito isolado, triste, desamparado ou irritado.

Pode não ser nada, mas pode ser um conflito que está crescendo. E o que não queremos é que esse conflito se torne gigante e se torne um problema sem saída para quem o sente.

A prevenção é essencial para evitarmos mais suicídios.

Vamos ficar atentos!




TAGS :

    suicídio, causas, jovens, bullying, triste, isolado

Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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