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Há um prazo ideal para permanecer solteira?

Arlete Gavranic 10/10/2017 COMPORTAMENTO
Há um prazo ideal para permanecer solteira?
Fonte: imagem Pixabay
Solteirice faz bem?

por Arlete Gavranic
 
O mundo hoje propicia aos jovens muitas oportunidades de vivências com grupos de amigos que podem ser muito prazerosas: baladas, barzinhos, viagens, reuniões em casa de amigos, finais de semana na praia, no sítio ou acampando.

Jovens de 15,18, 20, 25 anos podem desfrutar de muitas oportunidades.

Digo no mundo de hoje, pois durante muito tempo essa não era uma realidade permitida, principalmente para mulheres.

Ainda hoje encontramos alguns núcleos familiares e religiosos que se apresentam muito rigorosos e policialescos; impedem jovens de ter liberdade de sair ou viajar sem controle da família ou do grupo (igreja).

Esses jovens com menos liberdade tendem a buscar relacionamentos e o desejo de casar não necessariamente significa um projeto de vida, mas sim uma libertação do aprisionamento que muitas famílias promovem.

Essa mesma sensação de libertação acontece com pessoas recém-separadas.  

Tenho que relatar o quanto casais que casaram e tiveram filhos muito jovens demonstram, nas suas crises conjugais, a vontade de usufruir dessa liberdade que pouco ou nada viveram na juventude. Poder sair para dançar, paquerar, ficar, transar, viajar, conhecer e experimentar estar com pessoas diferentes. É como se não tivessem tido a chance de se experimentar e de construir um pedaço da autoconfiança: eu sei, eu vivi, eu consigo.

Para muitos homens e mulheres essa insegurança pode interferir na autoestima e no sentir-se desejado e 'capaz' sexualmente . Uns tentam viver isso em relacionamentos extraconjugais, outros irão se permitir viver quando a crise acabar com a relação.

E quando uma separação acontece, qual a melhor atitude?

Esse momento sempre é delicado.  As pessoas saem dos relacionamentos mobilizados pela mágoa ou pela raiva.

Quando a raiva predomina, o problema é sair desrespeitoso(a), querendo curtir sem ser cuidadoso com sentimentos da outra parte, conquistar por conquistar só para alimentar o ego e a autoconfiança de "eu consigo" conquistar/ser desejado(a).

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Já os que saem com mágoas e carentes podem buscar logo um relacionamento que possa acalentar essa carência e essa autoestima. Na ilusão de muitas pessoas substituir um afeto por outro, por outra pessoa no lugar irá ajudar a esquecer ou a superar a sensação de perda.

Digo ilusão, pois nenhum relacionamento substitui outro, e se você não tiver tempo para avaliar o que não deu certo, rever posturas e crenças, você terá grandes chances de repetir os mesmos erros ou desagradar outras pessoas com atitudes semelhantes!

Viver a solteirice e poder conhecer pessoas, reencontrar amigos(as) - sim são muitas as pessoas que se enclausuram em relacionamentos e se distanciam de amigos e até das famílias -, poder sair, viajar, dançar, paquerar é importante para reequilibrar essa energia de nova fase de vida. No entanto, rever suas atitudes e repensar onde houve falhas é primordial.  

Solteirice: há um prazo ideal?

A minha observação é que esse período de solteirice costuma durar em média de 4 meses a um ano e meio, difícil ultrapassar esse tempo, pois as pessoas acabam buscando e encontrando (na maioria das vezes) na estabilidade afetiva, motivos para planejar sonhos de crescimento!

Aquele ditado rebelde que muitos se utilizam de dizer. "Antes só do que mal acompanhado" só se torna verdadeiro e tem sentido se você for uma boa companhia para você mesmo, sem ser arrogante ou intolerante frente o mundo e os afetos que cruzar e nem se sabotar; fugindo ou procurando 'defeitos' em todas as pessoas que cruzar seu caminho, por medo de se machucar ou ser abandonado ou ser traído ou fugir da vida com medo de não se ver feliz!

Cuidado

Não sabote sua nova possibilidade de encontrar-se e encontrar alguém que seja uma boa parceria para novas alegrias e experiências na estrada da vida




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    ficar, solteiro, solteira, solteirice, quanto, tempo

Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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