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Diálogos das crianças surpreendem

Redação Vya Estelar 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Luís César Ebraico

A princípio, minha intenção era só transcrever nesta coluna diálogos que eu pudesse empregar para, a partir deles, expor minhas sábias conclusões sobre a melhor maneira de falarmos uns com os outros. Com o decorrer do tempo, contudo, fui sendo assomado por uma tentação de, vez ou outra, me desviar desse inicial propósito. Doravante, vez ou outra, vou tirar férias da *Loganálise e ceder a essa tentação. Começo hoje. E que tentação é essa? A de transcrever alguns diálogos - e até monólogos - que tenho presenciado, sobre os quais não tenho nenhuma sábia conclusão psico-filosófica, mas que encerram tal graça, que têm valor por si mesmos, dispensando o acréscimo de minha sabedoria.

Diálogos das crianças surpreendem

Os dois que seguem têm como personagem central Pedro, de sete anos, filho de Thiago e de Lara, casal de amigos meus.

1º diálogo

Pedro, Lara e Thiago sentados na mesa de um restaurante, tomando um refrigerante e beliscando. Pedro ocupava-se com um prato de batatas fritas, enquanto seus pais mordiscavam vez ou outra um prato de torresmos, quando se inicia o seguinte diálogo:

LARA (dirigindo-se a THIAGO): - Você acha que faria mal o Pedro provar um pedaço de torresmo?
THIAGO: - Bem, se não resolver comer o prato todo! Deixa ele provar...
LARA (estendendo um pedaço para o filho): - Prova, filho.
PEDRO: - Deixa eu cheirar antes.
(Cheira o torresmo).
LARA: - E então, filho?
PEDRO: - Não, obrigado. Meu nariz comeu e não gostou.

2º diálogo

Nove horas da noite, Thiago em seu escritório, trabalhando no computador. Chegam Pedro e Lara. Ficam em silêncio, com o pai olhando para eles, sem entender.

LARA (dirigindo-se a PEDRO): - Fala, filho!
PEDRO: - Papai, eu e mamãe vamos sair para tomar uma Coca-Cola. Eu disse pra ela que eu gostaria que você fosse com a gente.
THIAGO (entre surpreso e assustado): - Caramba! Que doidera! Enquanto vocês estavam em silêncio, eu fiquei olhando para o Pedro e me veio vontade de tomar uma Coca-Cola! E olha que eu não sou disso! Eu, hein!
LARA: - Viu, filho, seu pai é telepata, ele lê o que se passa na cabeça dos outros.
PEDRO: - Eu também leio! Outro dia, eu olhei para a cara de um cachorro e vi que ele estava pensando: "AU! AU! AU!"

Precisa mais?

* A Loganálise é um filhote da Psicanálise: pretende mostrar como o cidadão comum, em seu dia-a-dia, pode tirar proveito de conceitos como repressão, fixação, trauma e outros para promover sua própria saúde psicológica e a daqueles com quem se relaciona.




Redação Vya Estelar



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