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Conheci o cara ideal. E agora... como manter a relação?

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Confiança é um parâmetro para se estabelecer relacionamentos saudáveis

por Tatiana Ades

Muitas mulheres se encontram surpresas ao descobrir que o homem que estão saindo ou namorando é, de fato, o homem ideal. Quando falamos em “ideal” não estamos nos referindo ao homem perfeito. Já sabemos que ele não existe, mas sim o homem gentil, carinhoso, preocupado com a parceira e desejoso em dar e receber. Enfim, construir um relacionamento.

Nessa época de relacionamentos tão rápidos, a mulher pode se desesperar e tentar fazer de tudo para manter esse homem em sua vida. Já ouvi muito no consultório o seguinte comentário: “Encontrar é fácil, o difícil é fazer eles ficarem, todos vão embora”.

Por que será que eles vão embora?

Vamos analisar o perfil da mulher que atrai o homem e o da mulher que assusta

A mulher que atrai:

- tem boa autoestima;

- sabe dar e receber;

- não faz críticas, mas sim dá conselhos;

- é assertiva sem precisar fazer escândalos;

- sabe impor limites e respeitar o limite desse homem;

- é segura de si e não dependente do homem com quem está.

A mulher que assusta:

- tem baixa autoestima;

- tem crises de ciúme e explosões de raiva em público;

- é muito submissa ou muito controladora;

- não tem limites, diz o que pensa sem “pensar”, agride verbalmente;

- se faz sempre de vítima ao invés de conversar saudavelmente sobre algum problema do casal.

Parceira ideal e boa autoestima

O homem, inconscientemente, se apaixona pela mulher disputada e com autoestima elevada, que doa dentro dos seus limites e não se submete a situações que o ultrapassem. Ele gosta de sentir que essa mulher não é uma escrava ou uma manipuladora e sim uma PARCEIRA.

Autoconfiança

Ser parceira exige autoconfiança, conversa franca e não ataques de ira e ciúme; não ser invasiva e mexer nas coisas dele; saber dialogar e não brigar o tempo todo; saber reconhecer seus erros e não ser sempre a vítima.

Ser parceira e desejada é deixar o homem “livre” sabendo que, se ele pisar na bola, irá perdê-la. Ele deve sim ter o espaço dele, sair para jogar futebol com os amigos ou tomar uma cerveja de vez em quando, sem um cão de guarda ao lado.

Da mesma forma, essa liberdade é cobrada pela mulher autoconfiante, ela tem suas atividades; não deixa de sair para satisfazê-lo. Ele é parte de sua vida, mas não pode ser o centro da mesma. Caso contrário, a relação tende a fracassar.

A confiança mútua é uma linha muito tênue e deve ser usada como parâmetro para se estabelecer relacionamentos saudáveis e duradouros.

Afinal, estar com alguém não pode virar um campo de batalha e disputa. O amor saudável é a mais pura e real troca; exige respeito pelos gostos do outro; aceitação de que um par caminha junto para acrescentar e não para machucar.

Um homem frente uma mulher bem resolvida irá desejá-la. Essa mulher é motivo de orgulho e não se torna um fardo (como muitas vezes acontece).

E ser confiante não significa ser magra pelos padrões estabelecidos pela mídia; ter o rosto da Jolie e nem usar lingeries importadas. Ser confiante vai além disso: é postura, caráter, é respeitar a si mesma. Isso fará com que o outro te respeite e te queira.

Não se esqueça, até no reino animal os machos buscam constantemente as fêmeas mais preparadas e fortes emocionalmente para enfrentar a vida. Esteja pronta para a sua vida independente da opinião alheia; faça suas atividades prazerosas; não se afaste de amigos por causa de homem algum; não desista de metas e sonhos. Se ele gostar realmente de você, irá te apoiar em tudo isso!

E acredite sempre no amor que constrói com o tempo e com uma boa pitada de paciência diária, vale a pena!




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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