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O poder do nome

Roberto Goldkorn 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO
A vibração sonora do nome produz associações

por Roberto Goldkorn

Com a copa do mundo na Coréia tivemos uma oportunidade rara, de compartilhar o conhecimento de uma cultura milenar, e suas particularidades. Numa das inúmeras reportagens feitas para “aclimatar” culturalmente os telespectadores com o palco dos jogos, ficamos sabendo da existência na Coréia da figura emblemática do “escolhedor de nomes próprios”.

Esse especialista, é contratado pelos pais para escolher o nome do filho de acordo com uma série de parâmetros entre eles a astrologia. Na verdade essa prática é a manutenção de um costume muito antigo e generalizado, que abrangeu desde o Egito, a Grécia clássica, o Oriente Médio, a Ásia, ou seja, boa parte do mundo conhecido. A base para essa prática tão difundida e tão antiga, é a crença no poder que o nome tem sobre a coisa nomeada.

Em quase todas as mitologias vamos ver exemplos disso. Há um episódio exemplar na mitologia Egípcia, onde a deusa Isis, lança um poderoso feitiço sobre o rei dos deuses, o velho Rá. Todos os médicos celestiais tentaram em vão curá-lo das terríveis dores que sentia. Seus conselheiros então lhe disseram que só Isis seria capaz de resolver o problema. Ela então foi chamada, mas exigiu em troca que o deus lhe revelasse seu verdadeiro nome. Ele naturalmente negou-se a entregar o ouro. Mas algum tempo depois não suportando mais o martírio das dores, chamou-a de novo e aí, revelou somente para ela o seu verdadeiro, nome, o que certamente daria a Isis um poder sobre ele o deus supremo.

Muitos povos, acreditavam, que a relação entre o nome e a coisa ou pessoa nomeada era de tal forma indissolúvel e indistinta que aquilo que fosse feito ao nome repercutiria sobre a pessoa. Daí o costume antigo que ainda subsiste em alguns países e em sociedades iniciáticas de dar dois nomes a pessoa: um nome secreto, conhecido apenas pelos pais e pelo sacerdote que procedeu ao ritual de batismo, e o outro para consumo externo.

Dizem que a cidade de Roma, na verdade foi batizada com o nome de Flora, secreto, guardado a sete chaves, e Roma foi o nome neutro dado para ser oferecido ao mundo, com o objetivo de preservá-la por mil anos- ao que tudo indica deu certo.

Depois de quase vinte anos trabalhando com numerologia avançada, pude constatar, apesar do meu ceticismo inicial, a tremenda influência do nome sobre as pessoas e coisas. Nomes são na verdade um complexo de programas que atuam em diversos níveis de consciência e vibração.

Em primeiro lugar o som. A vibração sonora do nome, produz diretamente associações, a que os cientistas americanos chamam de “clang effect”, encontrado muito no estudo da influência dos fatores externos sobre o sonho. Assim, o som de um nome pronunciado pode deflagrar no inconsciente do indivíduo ou do grupo social, memórias emocionais ligadas a outro nome cheio de agregados positivos ou negativos.

Por exemplo o jingle de uma empresa de piscinas repetia imprudentemente “Concabe Piscinas”, que provocava o clang effect de “com carnificinas”. O nome também é uma seqüência de números cada qual representando não quantidades mas sim qualidades, ou arquétipos. Não é possível aqui explicar como chegamos a isso, mas esse emparelhamento das letras com os números é também muito antigo, e vem do tempo em que as grandes línguas como o Hebraico e o Grego, não faziam distinção entre letras e números.

Isso também se constitui um arquétipo, num modelo psicológico registrado no inconsciente coletivo. Por fim, mais recentemente, temos a grafia do nome. Cada vez que apomos nossa assinatura numa superfície, criamos um circuito impresso, que passa a ser um circuito por onde uma energia sutil trafega, e isso, reforça ou minimiza vários programas.

Um dos episódios mais marcantes para mim, onde essa relação entre o nome e a coisa nomeada se mostrou em toda a sua crueza foi com a tragédia do Bateau Mouche no Rio de Janeiro, o barco que naufragou na praia matando muitas pessoas no reveillon. O nome de batismo do barco, era Kama Loka, que em tibetano quer dizer - inferno. Lembro-me também do caso da plataforma da Petrobrás que afundou, o nome dela era P-36 ( P=7+3+6=16), que somando-se dá 16, considerado um número de destruição e ruína. Por isso cuidado com os nomes que põem nas suas empresas, lojas e filhos, isso pode ser decisivo para o sucesso ou as dificuldades que virão.




Roberto Goldkorn

É escritor e autor dos seguintes livros: "Feng Shui para Brasileiros - A Medicina da Habitação", "Feng Shui - Energia e Prosperidade no Trabalho", "Feng Shui Para Brasileiros - A Cozinha" - todos pela Editora Campus. "Não Te Devo Nada" e "Solidão Nunca Mais" ambos pela Bertrand Brasil.



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