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Jovens com boa autoestima resistem mais às pressões do grupo

Arlete Gavranic 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO
Adolescentes sentem necessidade de buscar um grupo

por Arlete Gavranic

Muito se fala sobre adolescência, período compreendido, no meu entendimento e baseado na Academia Californiana de Hebiatria, entre os 12 e 24 anos de idade: fase extensa, repleta de transformações e conflitos.

Essa extensão - principalmente nas classes média e média alta -, se dá pela dependência econômica que muitos filhos mantêm até terminar a universidade e ganhar autonomia financeira.

Entrada na vida adulta é caracterizada pela autonomia

Aliás, vida adulta implica em estar apto a manter relações estáveis e a autonomia.

Até que essa autonomia seja conquistada, os adolescentes vivem conflitos e inseguranças com questões pessoais e relacionais.

A primeira posição a ser avaliada é o quanto esse adolescente gosta de si, de seu corpo, de suas características. Se acha que é legal, ou seja, é importante ter uma autoestima saudável. Essa talvez seja a base mais importante para os adolescentes evitar pressões que receberão para a banalização em relação ao uso de drogas, álcool e sexo.

Jovens com boa autoestima resistem mais a essas tentações e diminuem a chance de fazer coisas para agradar ou para ser aceito pelo grupo.

Seis questões existenciais para o adolescente refletir e não ser manipulado:

1ª)
Quem gosta de mim de verdade?

2ª) Quem tem interesse em estar comigo por algum outro motivo?

3ª) Meus amigos (as), paqueras gostam de mim como pessoa?

4ª) Sou bonita e por isso viro um prêmio?

5ª) Eles gostam de mim por que moro numa casa legal e/ou tenho uma piscina para o verão?

6ª) Gostam de mim por que posso proporcionar oportunidades?

Todos esses questionamentos precisam ser pensados pelos jovens para evitarem de ser manipulados - isso implica em amadurecimento para relacionamentos e para a vida. Mas essa malícia para vida acontece mais frequentemente por adolescentes que foram traídos por "amigos" que consideravam importantes.

É natural que nessa fase, adolescentes busquem grupos, andem em bandos com afinidades musicais, esportivas, políticas, sociais...

Esse sentimento de pertença significa para ele ter capacidade de conquistar um mundo para ele e ser querido não só pela família. Mas alguns cuidados são necessários para que eles não "quebrem a cara" e aí vai um alerta:

Cabe a família estar mais próxima de seus filhos, isso não significa não dar a eles o direito à individualidade, mas principalmente na primeira metade dessa longa fase de adolescência, é importante que os pais conheçam a turma de seus filhos, sejam próximos (sem serem invasivos) e conversem!

Conversem muito sobre valores, metas para a vida, tudo que se pode fazer e curtir sem se expor a riscos excessivos.

Alguns pais, infelizmente, ficam na posição de tiete dos filhos, acham que tudo que eles fazem é normal: ficar com todos; participar de jogos sexuais grupais; beber frequente e excessivamente; brigas de grupos, bater carros; passar o dia conversando na internet; marcar de conhecer várias pessoas de sites de relacionamentos e ainda justificam que "eles estão na fase de se testar".

É importante que esses pais acordem, pois muitas vezes eles estão se satisfazendo através dos filhos, permitindo que eles façam coisas que eles enquanto pais não puderam ou tiveram coragem ou recursos para fazer na juventude, e não estão enxergando que seus filhos podem estar correndo riscos que podem ser minimizados.

Riscos

Gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis, abusos por relacionamentos virtuais, abuso de álcool que leva à hospitalização e/ou acidentes, exposição a grupos de usuários de drogas...

Essas atitudes podem ser consequência de uma submissão emocional e comportamental em busca ser "aprovado(a)" e querido(a) pelo grupo. Isso tudo pode trazer consequências difíceis de serem administradas na vida.

 




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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