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Alzheimer: conheça os 7 fatores de risco

Elisandra Vilella G. Sé 01/09/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Alzheimer: conheça os 7 fatores de risco
Fonte: imagem Pixabay
Número de portadores da doença deve triplicar nos próximos 40 anos

por Elisandra Villela Gasparetto Sé

Atualmente, cerca de 33,9 milhões de pessoas em todo o mundo têm doença de Alzheimer (DA), e espera-se triplicar a prevalência nos próximos 40 anos.

O departamento de Neurologia e Epidemiologia da Universidade da Califórnia - São Francisco, Estados Unidos, realizou uma revisão sistemática na literatura para identificar os evidentes fatores de riscos para as demências, em específico para a Doença de Alzheimer (DA), que são potencialmente modificáveis (Deborah E. Barnes & Kristine Yaffe - Lancet Neurology, 2011).

Sete fatores de riscos para a Doença de Alzheimer:

- diabetes;
- hipertensão da meia-idade;
- obesidade na meia-idade;
- tabagismo;
- depressão;
- inatividade cognitiva ou baixa escolaridade;
- inatividade física.

Juntos, até metade dos casos de DA em todo o mundo (17,2 milhões), e nos Estados Unidos (2,9 milhões), são potencialmente atribuíveis a esses fatores citados acima.

Os pesquisadores afirmam que uma redução de 10 a 25% em todos os sete fatores de riscos poderia potencialmente prevenir 13 milhões de casos da doença de Alzheimer em todo o mundo e 184 milhões de casos nos Estados Unidos.

A doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de Demência, representando 60 a 80% dos casos.

Doença não tem cura e por que deve triplicar    

A estimativa da prevalência é que irá triplicar nos próximos 40 anos devido a mudanças demográficas e da expectativa de vida mais longeva. Sabemos que os medicamentos disponíveis para o tratamento da demência e da Doença de Alzheimer têm efeito reduzido. Trata-se de uma doença ainda sem cura descoberta e que os tratamentos não alteram claramente a progressão da doença. Isso é um fator bastante preocupante em todo o mundo.

Vários novos medicamentos promissores falharam recentemente em ensaios clínicos e muitos outros ainda estão em fase de pesquisa. Dado a ausência atual de tratamentos que modifiquem a doença; além de aumentar a consciência de que os sintomas se desenvolvem ao longo de muitos anos, ou mesmo décadas, tem havido um interesse crescente em identificar estratégias efetivas para a prevenção da doença de Alzheimer.

Atrasar o início dos sintomas por apenas um ano, poderia potencialmente reduzir a prevalência da DA em mais ou menos 9 milhões. Estas são as estimativas de casos nos próximos 40 anos. Estudos observacionais identificaram uma ampla gama de fatores de riscos potencialmente modificáveis para a DA e outras demências, incluindo fatores de risco cardiovascular (por exemplo, hipertensão, diabetes e obesidade); fatores psicossociais (por exemplo, depressão) e comportamentos de saúde (por exemplo, baixo nível de atividade física ou mental e tabagismo). No entanto, poucas pesquisas examinaram o efeito da modificação do fator de risco na prevalência da DA e tem menos investigação da combinação dos fatores de riscos ao mesmo tempo.

As estimativas de estudos como estes são importantes, porque podem ajudar a identificar as estratégias de intervenção que provavelmente resultarão no maior efeito sobre a prevalência de doenças.

Os fatores com o máximo de evidências consistentes foram o diabetes mellitus, o tabagismo, a depressão, a inatividade cognitiva, a inatividade física e a dieta pobre (alta gordura saturada e baixa ingestão de vegetais). Para cada fator de risco, presente em todo o mundo e nos Estados Unidos (EUA), as estimativas de prevalência foram identificadas pela busca PubMed, Google e o site do Censo dos EUA.  

O diabetes tem sido associado a um risco aumentado de DA e outras demências em vários estudos.

Esses estudos nos chamam a atenção para a importância da promoção da saúde em todo o mundo. A elaboração de programas de prevenção necessita do envolvimento de vários atores sociais e de toda a sociedade para que possamos construir uma Saúde Pública com qualidade.




TAGS :

    alzheimer, fatores, risco, diabetes, sem, cura

Elisandra Vilella G. Sé

Fonaoudióloga pela Faculdade Tereza D'Ávila de Lorena (FATEA/USC) (1995), Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP (2003); Doutorado em Linguística - Área de Neurolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP (2011); Especialista em Educação em Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2013); foi pesquisadora visitante na Associação Alzheiemr Portugal em Lisboa (2013); Coordenadora da ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer - sub-regional Campinas e Jaguariúna.



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