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Quando o parceiro não é aberto ao diálogo, como lidar?

Eduardo Yabusaki 19/03/2018 COMPORTAMENTO
Quando o parceiro não é aberto ao diálogo, como lidar?
Fonte: imagem Pixabay
Há uma distorção negativa em relação à DR

Por Eduardo Yabusaki    

Estamos aqui diante de uma questão que envolve diferentes aspectos de um relacionamento a dois e, como temos insistentemente reforçado, entre duas pessoas quando existem questões importantes pendentes, não existe outro caminho que não seja o da conciliação, e para isso, o diálogo é essencial.

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Um dos grandes problemas que vemos nos relacionamentos onde há compromisso e sentimentos é que a "DR" (discutir a relação) foi equivocadamente associada a falar de problemas, dificuldades, divergências, conflitos... Enfim, tudo que é muito difícil, duro e delicado, mas inerente à convivência humana. Portanto, mais do que fugir ou negar a importância das "DRs", é preciso assumi-las como importantes.

Essa distorção negativa em relação à "DR" vem sendo construída ao longo do tempo, uma vez que as pessoas não querem ter dificuldades ou enfrentá-las. Assim, a clássica expressão "canseira" dessa situação.
Impressiona o número de casais que chega aos nossos consultórios sem se falar, não só de conflitos, mas também de questões essenciais como quem paga as contas, o que farão no final de semana, para onde vão ou o que farão nas férias. Enfim, observamos a indisponibilidade das pessoas para viverem o essencial na vida a dois que é o compartilhar, participar, dedicar; e por consequência nos deparamos com casais cada vez mais distantes e sem diálogo.

Claro que não queremos aqui deixar a impressão que o papo tem que rolar sempre e igualmente, ou seja, nem toda hora se tem disponibilidade de conversar ou se tem a mesma intensidade de fala, mas sem dúvida, é preciso que o diálogo aconteça de forma sistemática, rotineira e constante no relacionamento. Lembre-se que a prática faz tornar um comportamento um hábito.

É importante que se crie o hábito de falar também de coisas do dia a dia, como realizações pessoais no trabalho, pequenas mudanças e conquistas de filhos ou individuais. Enfim, tudo que faz parte do cotidiano de cada um e do par, mesmo que não tenha tanta relevância.

Portanto, o diálogo é importante e precisa ser estimulado, mesmo que esbarre em características individuais como o de uma das partes ser mesmo naturalmente mais calado.

Dicas pra exercitar o diálogo e torná-lo um hábito:

1. Deixe sempre claro ao seu par que o propósito do diálogo é sempre melhorar ou facilitar a vida de ambos, permitindo mais clareza e precisão entre ambos;

2. Não queira exercitar inicialmente o diálogo em momentos ou situações tensas; procure sempre situações de tranquilidade, descontração e favorável à conversa;

3. Não queira ou crie expectativas de que já nas primeiras tentativas seja tudo muito fácil e fluído, no começo pode ser difícil, mesmo que queiram muito;

4. A prática, a receptividade, a persistência e o bom efeito que forem vivendo farão com que se sintam motivados e crentes de que possam criar esse canal do bom bate-papo.




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Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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