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Aulas expositivas são eficientes?

Marta Relvas 31/07/2018 COMPORTAMENTO
Aulas expositivas são eficientes?
Fonte: imagem Pixabay
O educador deve preocupar-se muito mais em saber como a criança aprende do que como ensina

Por Marta Relvas  

A Educação é um campo que precisa ser cada vez mais explorado nos aspectos ligados à construção do conhecimento. Partindo deste princípio, brincadeira e jogos podem ser usados para o processo de aprendizagem, desde que tenha definido seus objetivos e possibilitem ampliar experiências e conhecimentos.

Observa-se que muitas vezes os métodos tradicionais de ensino estão cada vez menos atraentes para as crianças. Hoje, elas querem participar, questionar, atuar e não conseguem fica horas sentadas, ouvindo aula expositiva.

Um dos pontos importantes para o profissional voltado para a educação é repensar suas metodologias e perceber que a criança é extremamente questionadora, portanto, o educador deve preocupar-se muito mais em saber como a criança aprende do que como ensina.

O cérebro é o órgão responsável pela aprendizagem. Educadores, professores e pais, por meio de suas práticas pedagógicas, fornecem estímulos que provocam transformações em circuitos neurais levando ao desenvolvimento e reorganização da estrutura cerebral, cujas funções resulta em novos comportamentos e portanto em novas aprendizagens (GUERRA,2010).  

A fantástica função de aprender envolve processos complexos e um determinado número de condições e oportunidades adequadas. Nessa função, do ponto de vista biológico, o Sistema Nervoso Central (SNC) é a figura fundamental.  Ele permite a coleta e a armazenagem de dados e seu uso subsequente na alteração do comportamento, além de permitir que o indivíduo construa “um pequeno modelo de universo’’ em sua mente.

São muitas as crianças. Cada uma com seu jeito, seu conhecimento, seu modelo de perceber o mundo. Se comparado às outras espécies animais, o desenvolvimento humano é lento porque o cérebro da criança está sendo programado para atividades sofisticadas e complexas, que envolvem raciocínio, linguagem e amadurecimento das emoções. A estimulação é a “ginástica’’ que o cérebro precisa para desenvolver suas conexões neurais. Por ser imaturo, seu conhecimento é construído enquanto brinca, faz perguntas, faz experiências e confere sentido ao mundo que rodeia. É uma construção ativa, onde, ao tomar contato com outros pontos de vista, revê ou repensa as próprias ideias. A grande capacidade de aprender faz com que o comportamento do ser humano seja extremamente variado. Do ponto de vista neurológico, nenhuma ação se repete exatamente como as anteriores, significando dizer que o ser humano é um eterno aprendiz.        

Os cérebros amadurecem em rítmos diferentes, tem potenciais e dificuldades distintas, bem como estilos de aprendizagens variáveis. Algumas destas diferenças parecem estar ligadas a mecanismos internos da criança, enquanto outras resultam de suas interação com o meio ambiente (MAIA, 201, p. 20-21).

É fundamental que o educador relacione a teoria e a prática para tornar a sua abordagem metodológica mais eficiente no processo do aprendizado escolar, por meio da observação e investigação dos saberes discentes para um protagonismo e autoconfiança da criança. 




TAGS :

    aprendizagem, criança, aula, expositiva, neurociência

Marta Relvas

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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