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Criança interior

Soraya Rodrigues de Aragão 30/08/2018 PSICOLOGIA
Criança interior
Fonte: imagem Pixabay
Arterapia ajuda a desvendá-la

Por Soraya Rodrigues de Aragão

Na clínica infantil, a arte é uma importante ferramenta, pois viabiliza o vínculo terapêutico, já que a criança ainda não é detentora de um discurso linguístico bem estruturado  para falar de sua queixa, dificultando, portanto, um vínculo terapêutico.

Igualmente importante são os casos traumáticos, onde em uma possível presença de dissociação psicológica, perde-se partes de um todo vivido, em que um discurso dissociado apresenta somente partes da cena do evento, pois determinados elementos, mais dolorosos, escapam à luz da consciência, configurando-se um importante mecanismo de defesa psíquico.

Neste caso, a arte, e principalmente a pintura, por não passar pelo crivo da racionalidade e por ter livre passagem sem nenhuma criticidade do intelecto, fazem emergir  de maneira espontânea conteúdos psicológicos conscientes ou inconscientes que estavam latentes ou que não encontravam uma forma de comunicação de maneira tão precisa, visto que a linguagem escrita ou falada muitas vezes não dão conta do que se tenta exprimir, sendo a produção  artística, um excelente aparato na clinica.

Neste caso, a arte se mostra um importante recurso não só como meio de autoconhecimento, mas também de catarse, melhorando a qualidade de vida do paciente, promovendo sua inclusão social, aumentando sua autoestima e promovendo uma vida mais gratificante e feliz.

Por ser "alquímica",  transmuta sentimentos e emoções, materializa medos, receios, fantasias, indo ao encontro da nossa própria essência, ao nosso eu, às nossas raízes genealógicas, históricas, sendo um importante recurso de autotransformação, pois como foi dito anteriormente, conteúdos que não eram da ordem da consciência passam a emergir de modo que possam proceder uma descontrução e ressignificação de elementos  que, embora não estivessem à luz da consciência, não eram menos vivos e atuantes, muito pelo contrário.  Estes conteúdos que não estavam clarificados, trabalham de forma mais viva e forte, exatamente por não estar no âmbito da consciência e consequentemente dificultavam o controle e a elaboração deles. A partir da elucidação e conscientização destes, se pode trabalhar elementos da história de vida do paciente, tais como dificuldades relacionais, interpessoais, intrapessoais e familiares, bem  como a ansiedade e o estresse do dia a dia, resgatando através da arte o potencial criativo  e ressignificando vivências do paciente.

Atividade artística aprimora intuição e sensibilidade - clique aqui




TAGS :

    arteterapia, psicologia, psicoterapia, junguiana

Soraya Rodrigues de Aragão

Soraya Rodrigues de Aragão é Psicóloga, Psicotraumatologista, Expert em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde. Escritora e palestrante. Conselheira terapêutica em violência entre parceiros íntimos. Pesquisadora em Transtornos de Ansiedade e Especialista em Transtorno de Pânico. Autora dos livros: "Fechamento de ciclo e renascimento"; "Supere desilusões amorosas e pertença a si mesmo"; " Liberte-se do Pânico e viva sem medo!" www.sorayapsicologa.com, www.alquimiadavida.org



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