DESTAQUES

Tendinite no ombro

Milena Imaizumi 03/09/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Tendinite no ombro
Fonte: imagem Pixabay
Entenda por que a pessoa acha que, mesmo tratando, nunca conseguirá sará-la

Por Milena Liste

E-mail enviado por uma leitora:

“Tenho tendinite nos ombros já há quase um ano e não encontro um tratamento correto; é uma dor insuportável e também dói os dois braços por completo, tem como inverter tal situação?”

Resposta: Existem inúmeras situações para uma lesão tendinea ou lesão muscular persistir. Fatores genéticos, patológicos, fisiológicos, funcionais, laborais, entre outras.

A articulação do ombro, anatomicamente falando, é uma articulação “esférica e rasa” e possui elementos moles (cápsula articular, bolsas, ligamentos e pelo menos 4 tendões) que asseguram a estabilidade e funcionamento do braço e antebraço. Funcionamento este que promove um giro de 360 graus do braço!

Apesar dessa pergunta estar muito genérica, pois tendinite nos ombros (os dois lados-direito e esquerdo, sem discernir qual dos tendões, quanto tempo de lesão, qual a atividade diária que executa, como é a postura dos ombros, pescoço e cabeça...) pode ser postural! Ou mau posicionamento dos ombros que forçam demais os quatro tendões que asseguram a função dos mesmos.

Ah! Os quatro tendões são os famosos manguitos rotadores... cada um se machuca de um jeito peculiar. Se você que tem a lesão nos ombros, faz algumas das seguintes atividades relacionadas ou semelhantes: carrega sacos de cimento, varre o chão, pendura roupas no varal, fica no computador 8h por dia, joga tênis, nada, faz musculação e ainda continua os movimentos “no que dá”, sem orientação de um fisioterapeuta, posso dizer que você está com um sério problema.

Primeiro, a biologia celular dos tendões comanda um tempo para cada célula do tendão sarar. Uma célula do tendão chamado condrocito, leva aproximadamente quatro meses para se regenerar. Uma célula! Agora, se você trata, faz fisioterapia, toma medicamentos que o ortopedista indicou, e de repente, faz algum movimento lesivo, simplesmente volta à estaca zero. Daí a demora ou a sensação que nunca vai sarar!


Outro fator, que promove a sensação do ombro nunca sarar, são as artroses. Desgaste ósseo é fisiológico! Todo mundo vai ter artrose, agora, usar demais ou usar quase nada, seguramente um dia vai doer. Se usar demais ou usar erroneamente, pode romper algum tendão ou inflamar alguma estrutura. Se usar pouco, os músculos muito fracos não seguram a articulação. Quanto menor a tensão muscular, maior a pressão intra-articular...

Portanto, o melhor conselho é persistir na fisioterapia além evitar movimentos lesivos.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico ou fisioterapeuta e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A professora de educação física e fisioterapeuta Milena Imaizumi responderá e-mails relacionados à saúde da mulher na área da atividade física, fisioterapia/obstetrícia, ginástica postural, ergonomia e RPG. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail não serão publicados.

ENVIAR PERGUNTA



TAGS :

    tendinite, ombro, tratamento, fisioterapia

Milena Imaizumi

Educadora física, pós-graduada em Fisiologia do Exercício e fisioterapeuta, pós-graduada em Fisioterapia Desportiva. Desde de 1997, atua como personal trainer há 15 anos na área de ginástica postural e RPG. Desde 2007, na área de uroginecologia trabalha com orientação e conscientização da saúde do homem, da mulher e de atletas quanto a musculatura pélvica e afecções. Supervisiona o curso de Fisioterapia em Obstetrícia e Uroginecolocogia da UNIFESP.



ENQUETE

Quem não tem cão caça com o “ex”, que está receptivo. Você concorda?






VOTAR!
Vya Estelar - Qualidade de vida na web - Todos os direitos reservados ®1999 - 2018
O portal Vya Estelar não se responsabiliza pelas informações e opinião de seus colunistas emitidas em artigos assinados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.