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O que irão pensar de mim?

Redação Vya Estelar 25/10/2018 COMPORTAMENTO
O que irão pensar de mim?
Fonte: imagem Pixabay
Aprenda como lidar com opiniões negativas e rejeição

Por Dr. Bayard Galvão

Preocupar-se com a opinião dos outros é uma das características mais comuns do ser humano, e dependendo do grau de preocupação, pode limitar bastante a vida do ser.

Alguns dos efeitos comuns em quem teme demais o menosprezo, desprezo, rejeição, chacotas e variações, são: medo de falar em público, pois vai que tenha um “branco”; não fazer o que gosta, só o que os outros querem; não descobrir o que gosta, pois sempre seguirá o gosto dos outros; não saber dizer “não”, colocando-se em diferentes desconfortáveis situações; não saber se defender numa discussão; não colocar suas opiniões numa “reunião” e não buscar os próprios desejos.

Pois bem, diferentes remédios reflexivos podem ser usados para aprender a lidar com possíveis e prováveis opiniões negativas ou rejeição. Alguns exemplos:

- Tenha claro qual a sua cor, peso, maneira de falar, condição financeira, forma de se vestir, crenças religiosas, valores morais e gostos. Dado este passo, entenda: você será considerado bobo, feio, chato, almofadinha e variações se tentar se relacionar com pessoas ou tribos que não carreguem estas características, mais ou menos como um palmeirense querer receber aplausos e abraços no meio da torcida do Corinthians numa final entre os dois times.

- Aprenda a se valorizar olhando para os seus aspectos positivos, entendendo que eles podem ser negativos para outros; como um ateu desejando ser gostado por esta postura por um religioso fervoroso.

- Saiba julgar os seus juízes. Pedir ideias sobre como ter uma vida pacífica para alguém constantemente ansioso ou triste é tão sábio quanto perguntar a quem não sabe cozinhar como cozinhar.

- Não espere dos outros que sejam quem não são. Buscar elogios de quem só sabe falar mal de todos não é uma postura lúcida.

- Perceba quem você ameaça e entenda que a probabilidade é que você nunca ouça um elogio desta pessoa, mas sim menosprezo e variações deste tom. O homem que quiser ser o mais inteligente de um grupo tenderá a não gostar do integrante que seja mais inteligente do que ele.

- Espere do ser humano humanidade. Entenda que duas pessoas podem falar bem de uma terceira por até 30 minutos, mas conseguem falar mal de outros indivíduos por uma noite inteira, inclusive de quem foi elogiado.

- Importante ter claro que opiniões negativas ou críticas são, muitas vezes, autoelogios. Portanto, entre elogiar o outro ou a si, pouca dúvida resta, afinal, uma mulher que fala que outra envelheceu não tende a estar dizendo que ela continua com aparência jovem?

- Por mais estranho que possa parecer, agredir é geneticamente prazeroso, elogiar não. Falar mal de alguém, menosprezar ou desprezar é uma forma de agressão. Então, comum isso ocorrer.

- Esperar ser gostado por todos é normal, mas impossível. Dar uma palestra para 10 pessoas e esperar que todos gostem costuma ter uma probabilidade baixa, ainda mais se tiver mais pessoas e o grupo for muito heterogêneo em termos de crenças e valores. Fácil um Rabino fazer um discurso e os judeus gostarem, mas se tiver um católico ouvindo, tenderá a não “curtir” muito.

Resumo: aprenda a se valorizar e melhorar a si independentemente de outras pessoas, embora buscando se olhar com os olhos dos outros, até para entender que temos uma visão do mundo que será diferente dos outros, não sendo inferior à própria, nem a do outro, apenas diferente. No dia a dia, alguns nos verão como mais ou menos simpático e correto, e isso fará parte da vida, tal qual como a gravidade, não nos restando fazer coisa alguma, salvo aprender a lidar com ela.
 

Fonte: Bayard Galvão é psicólogo clínico formado pela PUC-SP, hipnoterapeuta e palestrante. Especialista em Psicoterapia Breve, Hipnoterapia e Psiconcologia, Bayard é autor de cinco livros.




TAGS :

    timidez, rejeição, autoestima, psicologia

Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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