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Por que muitos quase chegam lá, mas nunca concluem o que iniciaram?

Ana Lúcia Paiga 06/11/2018 PSICOLOGIA
Por que muitos quase chegam lá, mas nunca concluem o que iniciaram?
Fonte: imagem Pixabay
Já vi grandes talentos desperdiçados por sabotadores internos

Por Ana Lúcia Paiga

Já reparou que há pessoas que “quase” chegam lá, mas sempre algo acontece e elas não conseguem concluir o que começaram?

Colecionam vários projetos inacabados, sempre tem uma justificativa para desistir e iniciar uma outra coisa.

Podem até ter boas ideias, mas não as realizam. Já vi grandes talentos desperdiçados por sabotadores internos.

Gente que passa a vida “tentando”.

Numa das sessões, Rogério chegou esgotado, sem energia e com aquela sensação de “dejá vu” - veja textos anteriores.

Mais uma vez todo seu esforço tinha dado em nada. Diante de algumas dificuldades, tinha desistido de prosseguir.

Desde o início ele tinha oscilado entre a euforia de iniciar um novo curso que o deixaria melhor preparado para seu trabalho e o desânimo de achar que não seria capaz de conseguir. Como sempre, resolveu “tentar”, mas agora sentia-se fracassado e ainda mais convencido de que  “tudo é muito difícil”. O horário era puxado, fora de mão, o professor era um tirano...

Isso acontece quando a criança recebe a mensagem dos pais de que não é capaz. Como não confia em si, não age de maneira planejada e em geral não obtém bons resultados. Cada frustração reforça a crença e desperdiça toda a energia investida, mantendo a pessoa no mesmo lugar.

É como um carro patinando na lama: quanto mais acelera, mais afunda. Para sair dessa situação, é necessário analisá-la e criar uma estratégia.

O quase, vira nunca e no final os fatos confirmam a crença inicial da Criança:  não sou capaz.

Para sair desse script, há que se transformar o conteúdo Crítico do ego Pai, em Nutritivo.

A Criança precisa ser estimulada a planejar suas escolhas e terminar o que começou, acreditando em si mesma e se permitindo ter sucesso.

Com disciplina e alguns limites protetores, a pessoa passa a “fazer e não tentar”.
 
Depois de listar todas suas tarefas interrompidas, Rogério saiu com a tarefa de concluir tudo o que decidir fazer, bem como mudar sua linguagem.

“Vou fazer.”

Que tal rever seus projetos?...




TAGS :

    psicologia, comportamento, autoconhecimento

Ana Lúcia Paiga

Faz psicoterapia para adolescentes, adultos e casais. Leciona Curso Básico de Análise Transacional (duração de 12 horas). Coaching (life-coaching e equipes. Realiza supervisão de profissionais ligados à educação (Lar Sírio Pró Infância). Faz palestras diversas sobre temas de autoconhecimento. Criação e Condução de workshops de desenvolvimento. Preparo e Acompanhamento de grupos à Comunidade de Findhorn. “Acredito que a melhor maneira de evoluir é compartilhar experiências.”



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