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Treinar pais de crianças com TDAH melhora sintomas e qualidade de vida familiar, indica pesquisa

Redação Vya Estelar 07/11/2018 PSICOLOGIA
Treinar pais de crianças com TDAH melhora sintomas e qualidade de vida familiar, indica pesquisa
Fonte: Google Imagens
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta cerca de 5% das crianças e adolescentes em todo o mundo

Da Redação

Quase todo mundo já ouviu falar do TDAH, principalmente pais e educadores. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento que pode levar a prejuízos importantes na vida escolar, familiar e social.

A boa notícia é que um grande projeto de pesquisa, que acaba de ser publicado no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, revelou que o tratamento focado no comportamento individual e o treinamento dos pais podem ajudar, de maneira mais significativa, a lidar com as crianças em idade pré-escolar (3-7 anos) com suspeita ou diagnosticadas com TDAH.
 
A pesquisa avaliou a eficácia de um treinamento específico, chamado de New Forest Parenting Programme (NFPP), ou “Programa Parental de New Forest”. Trata-se de um treinamento que fornece aos pais técnicas para treinar a atenção, a concentração e melhorar a capacidade da criança em lidar com a espera e a frustração. Além disso, o programa também ajuda a melhorar a qualidade de vida e o convívio familiar.
 
Como foi feito o estudo

O estudo avaliou 164 crianças, com idades entre 3 e 7 anos, com diagnóstico ou suspeita de TDAH. Um grupo recebeu o tratamento convencional e o outro o NFPP, durante 48 semanas. Os pais que receberam o NFPP relataram melhora significativa dos sintomas, melhora da autoestima e menores níveis de tensão familiar, em comparação com o grupo que seguiu o tratamento convencional.
 
Segundo a neuropediatra, Dra. Andrea Weinmann, o estudo é bastante animador e mostra que é possível buscar outros meios para lidar com o TDAH. “O treinamento parental é sempre bem-vindo. É um mito pensar que só a medicação pode resolver os sintomas. Hoje, a tendência é evitar medicar a criança, principalmente as menores. Assim, terapias que ajudam a mudar os comportamentos e a educar os pais sobre o TDAH têm apresentado bons resultados”.
 
Embora o “Programa Parental de New Forest” não exista no Brasil, por aqui já há alguns treinamentos, como o Treinamento Parental e a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). Lembrando que no Brasil o diagnóstico só pode ser dado a partir dos 6 anos de idade. Porém, nas crianças menores, é possível realizar avaliações e intervenções comportamentais até que o diagnóstico possa ser fechado.
 
Como funciona

Atualmente, a abordagem chamada de Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) tem sido muito aplicada no tratamento do TDAH. “Além de ser uma terapia com começo, meio e fim, ela é voltada para ajudar a criança ou adolescente a reconhecer e a modificar padrões de comportamentos disfuncionais ou distorcidos. Oferece também estratégias para lidar com as dificuldades de organização, gerenciamento do tempo, desatenção, entre outros”, explica a neuropsicóloga Claúdia Dantas.
 
A participação dos pais é fundamental na terapia. De forma individualizada, o terapeuta irá estimular e compartilhar com os pais as práticas e estratégias que atendem às necessidades da criança. “Quando os pais entendem as dificuldades que a criança enfrenta, compreendem o transtorno e como ele afeta os comportamentos, acabam se envolvendo mais para ajudar no tratamento. Além disso, oferecemos recursos para que esses pais possam lidar melhor com as situações cotidianas”, completa Claúdia.
 
O treinamento dos pais gera empatia e esperança de vencer as dificuldades. Os pais se sentem encorajados a participar mais ativamente e passam a acreditar que é possível modificar comportamentos e melhorar o relacionamento familiar. 




TAGS :

    tdah, psicologia, neuropsicologia. neuropediatria, tcc

Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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