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Por que o transtorno de pânico é cada vez mais frequente?

Karina Simões 29/01/2019 PSICOLOGIA
Por que o transtorno de pânico é cada vez mais frequente?
Fonte: imagem Pixabay
Entenda as reações do corpo durante uma crise de pânico e saiba identificá-la

Por Karina Simões

Um medo excessivo, com sensações físicas e psicológicas extremas, tais como: taquicardia, sensação de morte, tristeza profunda e um medo paralisante muitas vezes. Esse quadro é mais comum do que se pensa. As crises de pânico têm tomado conta das salas de espera dos consultórios psicológicos e psiquiátricos no Brasil inteiro. Nunca se ouviu falar tanto em crises de ansiedade e pânico como hoje.

O mundo, com a sua modernidade atual, tem acelerado o acometimento de sintomas como esses de transtornos de ansiedade. No caso do transtorno de pânico, o paciente tem crises de ansiedade aguda e um medo de morte intenso. A sensação é de que vai perder o controle e de que pode estar tendo um ataque cardíaco. Dessa forma, muitos chegam aos serviços de emergência dos hospitais alegando tal ataque. Esses sintomas levam a pessoa ao desespero, impedindo, muitas vezes, de levar a vida adiante, tornando-se incapacitante.
 
Personalidades como o Padre Fábio de Melo, no ano passado, assumiu ter sido diagnosticado com o transtorno de pânico.  Isso tem facilitado toda a psicoeducação, que precisa ser feita na sociedade para acabarmos com o preconceito que existe com os cuidados diante da saúde mental.

Não há uma causa específica para que o pânico aconteça. É um somatório de vários fatores genéticos, psíquicos e sociais. Alguns fatores são recorrentes em pessoas que desenvolvem o pânico: ter pessoas na família que já tiveram crises, uso de drogas, casos de abusos na infância, estresse excessivo e traumas vividos. Mas ainda é uma incógnita a certeza de todos esses fatores e, por isso, os estudos persistem sobre o tema.

Entenda as reações do corpo durante uma crise de pânico e saiba identificá-la:

1. Sintomas emocionais e cognitivos: medos generalizados, pensamentos negativos, preocupação em excesso, dificuldade de decidir, concentração prejudicada.

2. Sintomas fisiológicos: palpitações, taquicardia, sudorese, falta de ar, fôlego curto, dor abdominal, tontura, visão turva, tensão muscular.

3. Sintomas comportamentais: inquietação, agitação psicomotora, insônia, esquiva de situações.

Se você se identificou com os sintomas ou conhece alguém que se sinta assim, procure ajuda o mais rápido. O pânico tem tratamento, e você pode ter sua qualidade de vida de volta, reaprendendo a viver e ressignificando os aspectos negativos vividos nas crises.

Saber cuidar da saúde mental como se cuida de outras áreas da vida é o grande segredo para se ter uma vida com longevidade e felicidade. A alegria do nosso sorriso está estampada na forma que exalamos a verdade que existe dentro de nós. Dê seu melhor sorriso e corra para cuidar de sua saúde interior!




TAGS :

    pânico, psicologia, transtorno, psiquiatria

Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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