DESTAQUES

Meu filhinho pode brincar de namorar?

Miriam Rodrigues 14/05/2019 PSICOLOGIA
Meu filhinho pode brincar de namorar?
Fonte: imagem Pixabay
A brincadeira e a ludicidade pertencem ao universo infantil

Por Miriam Rodrigues  

Um dos perigos do "namoro" na infância é o seu encurtamento.  Isso acontece quando se leva ao universo infantil um conteúdo (o namoro) que pertence ao universo do adolescente e do adulto.

A brincadeira e a ludicidade pertencem ao universo infantil - ali, os limites ainda não são claros entre mundo externo e interno.  Ambos os mundos estão fundidos e isso é absolutamente comum e saudável.

Fatores de proteção  

Devemos promover fatores de proteção, incentivando que crianças sejam apenas crianças, brincando em seus universos, e evitar fatores de risco. Assim, estimular que a criança “namore” é um fator de risco e a vivência plena da infância funciona como um fator de proteção. Há, também, o empobrecimento do vocabulário emocional da criança.

Ao incentivar o “namoro”, o adulto deixa de ensinar sentimentos e emoções para a criança, tais como: fraternidade, irmandade, afinidade, solidariedade e compaixão.
É fundamental que a criança entenda que há vários tipos de amor, sendo um dos mais bonitos a amizade. Esses amores são importantes tanto na infância quanto na vida adulta!

Cito no meu livro infantil "Vavá e Popó descobrem as famílias das emoções", que na família do amor estão a solidariedade, ternura, respeito, benevolência, afeição, gratidão e outras mais.

Abaixo, o fator de risco:

- Ele brinca com você no recreio porque quer te namorar.

- Ela gosta de figurinhas só por que está a fim de você.

A seguir, o fator de proteção:

- Eu sou muito grata por você brincar comigo no recreio.
- Você gosta de figurinhas assim como eu! Temos afinidades.

É nosso dever proteger a infância e promover a educação emocional.

É por isso que criança não namora, nem de brincadeirinha.




TAGS :

    criança, psicologia

Miriam Rodrigues

Miriam Rodrigues é psicóloga, especialista em Psicologia Clinica e em Medicina Comportamental pela UNIFESP. Idealizadora da Educação Emocional Positiva, programa psicoeducacional para se trabalhar as competências socioemocionais e as habilidades para o bem estar, presente em todos os estados brasileiro. Autora e coautora de diversos livros na temática de Psicologia Positiva, Educação Emocional e Terapia Cognitiva. www.educacaoemocionalpositiva.com.br



ENQUETE

Qual o preço de se buscar a perfeição?






VOTAR!
Vya Estelar - Qualidade de vida na web - Todos os direitos reservados ®1999 - 2019
O portal Vya Estelar não se responsabiliza pelas informações e opinião de seus colunistas emitidas em artigos assinados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.