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Comportamento

Amor

Acabou de perder um grande amor? E agora?

À medida que nossos pensamentos nos ajudam, provocam sentimentos que também vão nos guiar para comportamentos mais assertivos

15 jul, 2019

Por Andrea Lorena

Quem nunca sofreu a dor da perda de um amor que atire a primeira pedra! Mesmo que você seja a pessoa mais forte emocionalmente do mundo, diante de um rompimento “inesperado”, há muito choro e dor.

Logo após o rompimento, a parte que foi abandonada entra num intenso sofrimento. Tudo começa com a fase da reconquista, na qual a pessoa tenta a qualquer custo ter o amor do outro de volta: liga, faz surpresas, suplica, chora e promete que nunca mais cometerá os mesmos erros e que tudo será diferente. Uma particularidade que vejo algumas vezes é que aquele que foi abandonado tem o pensamento de que tudo aconteceu de repente, do dia para noite, como que, subitamente, o parceiro – irresponsavelmente – resolveu deixá-lo(a).

Dor da perda leva à falta de racionalidade

Fazer a revisitação dos erros e porquês pode ser exaustivo e não levar a lugar nenhum. Deveríamos aprender com nossos erros e essa revisitação ao passado pode servir para isso, no entanto, quando se fixa nisso, há somente o aumento do sofrimento. Parece óbvio, mas quando se está dentro da situação de intensa perda, a racionalidade vai embora.

Passada a fase de rastejar atrás do ser amado, vem a fase da aceitação, na qual o indivíduo consegue perceber racionalmente que o relacionamento não tem mais volta, passa a se valorizar mais e se abrir para novas possibilidades. Depois, vem a fase de autocuidado, caracterizada por aumento das atividades deixadas de lado, como atividades físicas, sair com amigos e familiares, trabalhar de forma efetiva, dormir e comer adequadamente.

Autocuidado

Perder um grande amor mexe diretamente com o ego: por que não sou mais interessante? Ou ainda, eu sou tão legal, não entendo por que ele(a) não me quer mais... Na linha de autocuidados, faz-se necessário olhar a realidade como ela realmente é, sem distorções, ou seja, sem generalizações ou questionamentos do tipo deveria: eu deveria ter feito, eu deveria ter feito aquilo. Na medida que estas distorções cognitivas são postas de lado, se consegue enxergar a real dimensão do problema – o que posso e o que consigo fazer agora? À medida que nossos pensamentos nos ajudam, provocam sentimentos que também vão nos guiar para comportamentos mais assertivos e coerentes, e este ciclo se retroalimenta a todo instante.

Caso esteja muito difícil superar um relacionamento perdido, sempre busque ajuda de amigos, familiares e pessoas que te querem, com certeza elas vão te ajudar a conseguir enxergar novos caminhos. Lembre-se também que a ajuda de um psicólogo também é uma muita bem-vinda para melhorar a travessia de sofrimento. E depois de tudo isso, vem a fase final, o início de um novo relacionamento amoroso.


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com

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