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Autoconhecimento

Psicologia

Quem pensa em cometer suicídio dá pistas

Veja neste post os 4 principais sinais de quem pede socorro

18 jul, 2019

Por Tatiana Ades

O suicídio ainda é um grande tabu. Precisamos falar sempre sobre o assunto, como forma de prevenção. A maioria das pessoas que comete o suicídio está entre jovens de 16 e 24 anos, uma idade difícil de imaginar tal ato, na qual se começa a planejar a vida, ter expectativas e sonhos. O que faz então um jovem ter a capacidade de tirar a própria vida?

Acredito piamente que existem inúmeros fatores que causam esse ato, não é coragem e não é covardia. Todo suicida não está em sua normalidade mental e emocional - por mais lúcido que seja. É instintivo à nossa resposta em permanecer vivo. Se alguém jogar um pedaço de papel amassado em você, qual será a sua reação? Instintivamente você irá se esquivar, certo?

Esse é nosso instinto normal, a preservação, a pulsão de vida, mesmo que nossos pensamentos estejam confusos e estejamos tristes e desesperados. O pensamento suicida pode vir como forma de alívio imediato, mas não existe a real coragem para tal ato. Nesses momentos, estamos tentando aliviar o nosso cérebro com a seguinte afirmação: “quero parar de sofrer” e não “quero morrer”.

Veja os sinais de quem pede socorro:

1 -  A pessoa sempre irá verbalizar para alguém essa vontade - a frase popular “cachorro que ladre não morde” está errada nesse caso.

2 -  A pessoa fica mais isolada e perde vontades diante de situações da vida que antes eram prazerosas.

3 -  Pode haver um quadro depressivo agudo, mas pode haver uma depressão disfarçada, onde a pessoa continua a fazer as coisas, mas de forma mais apática e desmotivada.

4 - Um pedido de ajuda ou uma conversa sobre “querer morrer” já deve ser levado em conta.

Caso perceba sinais, leve a pessoa imediatamente ao terapeuta e ao psiquiatra. É preciso uma química no cérebro e a verbalização dos sentimentos.

Não espere, é melhor prevenir, mesmo que sejam apenas pensamentos, nunca sabemos e esperamos pelo pior.


É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.

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