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Comportamento

Amor

Você possui um amigo (a) com benefícios?

A maior parte das pessoas ainda quer ter algum tipo de relacionamento no qual haja sentimentos de intimidade e cumplicidade

14 ago, 2019

Ter “amigos com benefícios” significa ter um relacionamento aberto e sem compromisso, mais baseado na amizade do que no vínculo amoroso propriamente dito, caracterizado por intimidade emocional e paixão, os quais aproximam este tipo de relação fortemente a uma relação amorosa comum.

Um estudo recente realizado na Espanha apontou que o sexo sem compromisso ocorre com maior frequência entre amigos, quando comparado com sexo casual com estranhos. Por que isto acontece? Segundo o estudo, porque nas relações sexuais com amigos os parceiros podem ser mais livres e por se sentirem mais confortáveis do que com estranhos, uma vez que já há o quesito confiança instalado na relação.

Ainda, observaram que o sexo melhora a satisfação entre os pares quando associado com intimidade. Este dado parece nos dizer que, mesmo que as pessoas não estejam em busca de relacionamentos com compromisso, parecem estar buscando algo mais do que uma noite de transa e nada mais.

Crenças limitantes

Parece confuso, mas talvez as crenças limitantes, principalmente aquelas ligadas à liberdade e ao individualismo, podem estar interferindo no processo de acasalamento, por assim dizer, ou seja, há a necessidade de vinculação e intimidade, no entanto, com muita liberdade para poder encontrar com outras pessoas.

Mesmo com a facilidade de encontrar diferentes parceiros através de aplicativos, a maior parte das pessoas ainda quer ter algum tipo de relacionamento no qual haja sentimentos de intimidade e cumplicidade. No entanto, fica cada vez mais claro que, até por esta tal facilidade de encontrar parceiros, que a quantidade e a variação ainda são pontos importantes. Na clínica, é muito comum haver queixas sobre as dificuldades em se encontrar e manter um parceiro fixo e monogâmico. Talvez este estudo realizado na Espanha explique em parte estes novos comportamentos nas relações amorosas.

Aqui no Brasil, ainda não vi um estudo parecido. Vamos aguardar novos apps e cenas dos próximos capítulos.


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com

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