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12 vulnerabilidades podem te deixar pouco resistente ao estresse

Mudar a forma de pensar é um excelente aliado para aliviar o estresse emocional

São inúmeras as vulnerabilidades com as quais a pessoa pode ter que lidar durante a vida. Algumas parecem ser parte da constituição genética, outras parecem ser adquiridas. Independente da origem, é sempre possível aliviar sua intensidade e criar uma resistência ao estresse emocional.

Podemos aprender a resistir ao estresse

A resistência ao estresse, que pode ser inerente à pessoa, também é passível de ser aprendida por meio da aquisição de técnicas de manejo do estresse.

Há 12 vulnerabilidades que diminuem nossa resistência ao estresse. Cada uma delas funciona como uma fábrica interna e constante de estresse emocional, porque fazendo parte do próprio “eu”, acompanha a pessoa no dia a dia e tem o poder de gerar mais estresse do que a maioria das fontes externas que são ocasionais. Qualquer dessas vulnerabilidades traz problemas; se for muito intensa ou frequente, e pode criar um nível significativo de estresse.

É importante lembrar que todos nós, em momentos diversos de nossas vidas, podemos nos sentir depressivos, ansiosos, negativistas, por exemplo, sem, contudo, possuir uma verdadeira vulnerabilidade, como será descrito a seguir.

O que determina se a pessoa tem a vulnerabilidade ou se está só momentaneamente apresentando aquele modo de ser, é a frequência e a intensidade com que ocorre.

Alguém que sempre seja pessimista poderá ter a vulnerabilidade ao estresse devido ao seu negativismo, enquanto que outra pessoa pode se apresentar negativista em relação a uma situação específica por ter já se desiludido em relação a ela, mas não ter a vulnerabilidade; assim poderia estar apenas avaliando a situação de modo prático.

12 vulnerabilidades que causam estresse

1ª Frustração

“Não suporto quando as coisas não saem do jeito que antecipei”
“Se não for desse jeito, não quero”
“Prefiro não ir se não for onde escolhi”

2ª Pressa

“Não me faça perder tempo”
“É um desaforo me fazer esperar deste jeito”
“Quando eu me atraso, fico extremamente irritado”

3ª Solidão

“Não aguento ficar o fim de semana sem ver os amigos (namorado/a etc)
“Tenho angústia de ficar só em casa”
“Só vou para casa depois que minha mulher chegar lá”

4ª Tédio

“Todo relacionamento que tenho fica chato depois de algum tempo”
“Gosto do agito, adrenalina. Não suporto repetir programas”
“Coisas monótonas, repetitivas me dão nervoso”

5ª Sobrecarga de trabalho

“Quando tenho muitos projetos para fazer fico até desnorteado”
“Não consigo trabalhar bem se sei que tenho uma pilha de coisas para fazer”
“Trabalhar todo dia até tarde? De jeito nenhum, não aguento”

6ª Ansiedade

“Na véspera de algo importante já fico com muita angústia, mesmo que saiba o que fazer”
“Sempre que vou fazer algo novo ou conhecer pessoas, me dá uma confusão na cabeça e demoro para me situar”

7ª Depressão

“Me dá desânimo em enfrentar certas coisas, pois sei que minha energia é pouca”
“Para que batalhar tanto se nada tem graça”

8ª Raiva

“Vivo à mercê de qualquer um que me irrite, pois fico com muita raiva e perco o controle”
“Não gosto de ter muito contato com gente, pois sei que vão fazer algo que me dá raiva”

9ª Pensamentos distorcidos

“Todo mundo quer tirar vantagem de todos, por isso não se pode confiar em ninguém”
“Quem teve infância ruim nunca vai ser feliz”

10ª Perfeccionismo

“Tenho certeza que vou encontrar erros nesse relatório, faça de novo antes de eu ler”
“Tenho que olhar tudo, pois ninguém faz nada direito”
“Não dá para tirar férias, não confio em ninguém para fazer meu trabalho”

11ª Aprovação

“Tenho que fazer tudo certinho, afinal, o que vão pensar de mim?”
“Precisei ficar até tarde trabalhando, pois meu chefe ia ficar chateado se soubesse que tinha que ir ao dentista logo depois do trabalho”

12ª Negativismo

“Cuidado, esse namoro pode não dar certo”
“A laranja está bonita, mas deve estar azeda”
É possível reduzir ou eliminar uma vulnerabilidade ?

As vulnerabilidades mencionadas diferem em sua natureza, mas têm em comum um veículo que as leva do estado latente para o pico do estresse e para a ação prejudicada: o pensamento. Isto é assunto para o nosso próximo texto.


Maria do Céu Formiga é psicóloga, escritora Membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, (ocupando a cadeira de Mario Quintana) e aquarelista. É pós-graduada em Psicologia Social, Mestre em Ciências da Religião. É consultora autônoma, coordena cursos e workshops. Realiza palestras e trabalhos em simpósios e congressos nos seguintes países: França, Inglaterra, Cuba, Israel, Chile e Estados Unidos. Mais informações: www.mariadoceuformiga.com.br

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