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Meu marido sempre transa com suas secretárias, será que devo me separar?

Anette Lewin 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Anette Lewin

"Com cinco anos de casamento fui traída, retornei ao casamento depois de dois anos, mas durante a separação me relacionei com outra pessoa. Quando ele soube, me reconquistou e voltamos. Hoje com 18 anos de casada, outra traição e o pior que a historia se repete: sempre se apaixona pelas suas secretarias. Conversou, pediu perdão e disse que estávamos com o casamento desgastado, e por isso se entregou a outra mulher, mas não por amor e sim por prazer. Temos três filhos, peço a separação?"

Resposta: Você já tem consciência de que seu marido tem necessidade de se relacionar com outras mulheres, conforme a definição dele, por prazer. Você também já se relacionou com outra pessoa quando estava separada. A situação, portanto, exige pesar muito bem o que significa viver com ele ou sem ele, é a sua consciência que pode te ajudar a decidir. Pese direito se vale a pena pedir a separação e se você está preparada para assumir viver sem ele. Ficar brincando de vai e volta desgasta muito!

Está na hora de me separar?
Tenho conflitos extremamente pesados em relação à minha sobrevivência. Acho que devo me separar. Eu e meu marido não temos uma vida legal juntos, mal conversamos, não nos beijamos, quase nunca transamos, mas mesmo assim tenho muita dificuldade em tomar uma decisão. Temos um filho de um ano, já somos casados há mais de quatro anos, nos separamos diversas vezes, mas sempre acabo voltando por me sentir sozinha, insegura e aflita. Tenho um problema financeiro, pois acabei de abrir uma empresa com minha cunhada e ainda não recebo. Acho que ainda o amo, mas como um irmão que você divide a cama. Sai com outro homem e adorei, fiz amor com ele várias vezes, fui muito beijada e preciso muito disso. Se puder me ajudar ficarei grata.

Resposta: O melhor a fazer é não tomar decisões importantes em função desse acontecimento. Espere para ver como as coisas se desenvolvem. No começo os relacionamentos sempre funcionam, pois as pessoas mostram o melhor de si, estão tolerantes e curiosas em relação ao outro. O melhor que você tem a fazer nesse momento é ter paciência e esperar estar com a cabeça mais fria para ver que rumo dará à sua vida afetiva.

Sou muito infeliz no casamento e não consigo diálogo
Estou casada há 31 anos. Sinto-me infeliz, pois meu marido não me enxerga. Não quer saber o que sinto, se quero me divertir ou não. Ele é muito egoísta. Quando o chamo para falarmos de nossa convivência ele se nega. Não sei mais o que fazer.

Resposta: Para que as pessoas nos enxerguem temos sempre que trazer coisas positivas para o relacionamento, novas idéias, novos projetos. Repetir as mesmas ladainhas de sempre só nos transforma em pessoas chatas e desinteressantes. Seu marido talvez não queira conversar com você, porque já sabe o que vai ouvir. Ao invés de usar um tom lamentoso, por que não encontrar um outro modo de falar mais positivo? Tente. Se a primeira tentativa não der certo, tente novamente, mas sempre de um jeito diferente. Se você quer ser ouvida tem que surpreender, inovar, propor. E não é uma questão só de egoísmo, é uma tendência natural do ser humano.

Atenção!
As respostas desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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