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Diabetes pode causar ansiedade e estresse

Edson Toledo 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Edson Toledo

O nome cientifico é diabetes mellitus; trata-se do mais frequente distúrbio que envolve a metabolização dos carboidratos (conhecidos como açúcares) e sua principal característica é a chamada hiperglicemia que é o aumento da taxa de glicose no sangue. Associada às doenças dos tempos modernos, ela é grave, quando mal controlada, pode ocasionar problemas vasculares no coração, nos olhos, rins e nervos.

Essas consequências, porém, podem ser reduzidas com um controle sistemático da doença, sempre sob orientação de um médico, sendo que a principal estratégia poderá ser feita por meio da manutenção de certos limites das taxas de glicose no sangue, assim como do rastreamento das complicações crônicas.

Dados apontam que o diabetes mellitus é uma doença cada vez mais prevalente no mundo, previsão otimista é de que em 2030 tenhamos mais de 500 milhões de diabéticos. Estima que no Brasil que existam aproximadamente 12 milhões de diabéticos, segundo o senso de 2010 do IBGE.

Os principais tipos de diabetes são:

Tipo 1 - que em geral se inicia em idade mais precoce, por isso antigamente era conhecido como juvenil;

Tipo 2 - do adulto e que representa a maior parte dos casos, perto de 90%, sendo frequentemente associado à obesidade.

Os principais sintomas da doença são boca seca, fome e sede exageradas, grande aumento do volume urinário provocado pelo alto consumo de água, dores no corpo, cansaço excessivo, perda de peso e menor resistência a infecções. O que nos chama atenção é que no diabetes do tipo 2, esses sintomas relatados podem ser muito leves e passarem despercebidos durante meses ou anos; dai a necessidade de ficarmos atentos a eles.

O que ocorre no organismo

No diabético tipo 1 o pâncreas interrompe a produção de insulina, que é uma substância que controla a quantidade de glicose na circulação sanguínea. No diabético tipo 2, o pâncreas não libera a insulina em quantidade suficiente para controlar a quantidade de glicose. O fato é que em ambas as situações, as células deixam de receber a glicose enquanto ela existe em excesso no sangue.

As principais formas de tratamento para diabete são dieta, exercícios físicos e uso de medicamentos. O objetivo principal do tratamento é o controle adequado da taxa de glicose no sangue que, na maioria dos casos, evita o aparecimento ou a progressão de problemas vasculares. Uma característica do diabetes tipo 1 é que o uso de insulina é sempre necessário. Já no diabetes tipo 2, pode-se empregar medicações via oral isoladamente ou em associação com a insulina.

O exame usado para a triagem de diabetes mellitus e a dosagem de glicose no sangue, chamada glicemia (aleatória ou de jejum); outro teste que pode ser realizado é o teste oral de tolerância à glicose.

Pois bem, isto posto falaremos agora brevemente sobre outros aspectos do diabetes: as questões psicológicas.

Recomendado pela Associação Americana de Diabetes que os médicos monitorem seus pacientes a partir do momento em que eles são diagnosticados como diabéticos, observando não só os aspectos clínicos, mas também os sinais de problemas psicológicos, como uma maneira de reduzir o risco de complicações do diabetes.

É recente o reconhecimento da comunidade médica de que as questões psicológicas podem afetar a diabetes. Já é sabido que o diabetes pode deixar o paciente triste, aborrecido, frustrado e frequentemente mal-humorado.

As questões psicológicas podem interferir em como o paciente administra a doença. Um diabético confuso, angustiado ou deprimido pode não ser capaz de cuidar das várias atribuições necessárias para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle. Nesse sentido, a psicoterapia pode ajudar o paciente a lidar com o diabetes e, consequentemente, melhorar o controle sobre os níveis de açúcar do sangue; estudos já comprovam isso.

Ter diabetes pode causar ansiedade e estresse em pacientes, uma vez que eles têm que administrar uma doença crônica.

Muitas pessoas resistem à ideia, às vezes até se recusam a tomar insulina. É a chamada resistência psicológica à insulina.




Edson Toledo

Coordenador do serviço de atendimento a pacientes com tricotilomania no PRO-AMITI/IPq FMUSP. Supervisor clínico na UNIP. Psicólogo pela Universidade Metodista. Mestre em ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Especialização em Terapia Cognitivo-comportamental pelo Ambulim/IPq FMUSP. Especialização em Psicologia Hospitalar pela UNISA



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