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Saia do 'automático' em relação ao uso do dinheiro

Redação Vya Estelar 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Valéria Meirelles

Ainda que o dinheiro faça parte de nosso dia a dia, se pensarmos bem, pouca gente, incluindo nossos pais, pararam para nos dar noções básicas sobre o seu uso. Aprendemos muito mais assistindo aos pais lidarem bem com dinheiro do que com explicações. E sem perceber, repetimos padrões financeiros familiares que ora nos ajudam, ora nos atrapalham, dependendo do contexto e da relação.

Essa aprendizagem sobre dinheiro que recebemos de nossas famílias tem o nome técnico de ‘socialização econômica’. É uma das áreas mais estudadas dentro da Psicologia do Dinheiro, pois determina boa parte da maneira como lidamos com nosso dinheiro na vida adulta.

A Psicologia do Dinheiro, minha área de estudo no doutorado em interface com a Psicologia Clínica, é praticamente desconhecida para a maioria das pessoas. Uma das muitas ramificações da Psicologia Econômica destina-se a estudar as atitudes, crenças e comportamentos em relação ao dinheiro, dando enfoque às relações pessoais e claro, ao aspecto psicológico, que envolve a saúde mental.

A primeira grande teoria surgiu em 1987, pelas mãos dos pesquisadores ingleses Stephean Lea, Roger Tarpy e Paul Webley. Onze anos depois, outros dois ingleses, Adrian Furnham e Michael Argyle escreveram o livro “The Psychology of Money”, detalhando e refinando a teoria, que envolve inúmeros temas, incluindo as patologias financeiras – que infelizmente são mais comuns do que imaginamos, como por exemplo, o vício do jogo, consumismo, avareza, entre outras.

Nossa ideia é ajudá-lo a ‘sair do automático’ em relação ao uso do dinheiro, através da identificação dos aspectos psicológicos que envolvem o seu uso. A ideia surgiu de minha experiência ao ver que muitas pessoas fazem excelentes cursos na área de educação financeira, mas não conseguem colocar em prática o que aprenderam, pelas razões mais diversas possíveis. Por exemplo, elas querem poupar, investir, ajudar quem amam, querem parar de trabalhar por necessidade depois da aposentadoria, realizar a viagem dos sonhos, mas não conseguem e ficam insatisfeitas consigo mesmas.

Queremos que você leitor/leitora consiga colocar em prática tudo o que sabe e que tem lido, estudado e assistido sobre investimentos e sobre a forma de economizar no dia a dia.

Nosso desejo é que tenha uma relação saudável com seu próprio dinheiro, entendendo “saudável” como algo que lhe traga bem-estar, que lhe permita alcançar seus objetivos e ter uma vida digna (que só você sabe qual é).

Por isso criamos a coluna “Dinheiro: trocando em miúdos”. Para trocar em miúdos o que grandes nomes das Ciências Humanas pesquisaram e continuam pesquisando sobre dinheiro e trazer as questões psicológicas implícitas, que muitas vezes o impede de ter uma melhor relação com ele.

Numa sociedade capitalista na qual o sucesso também é medido pela quantidade de dinheiro que você tem na conta bancária, saber mais sobre você mesmo nessa relação é fundamental não só para ter muito dinheiro, mas para ter uma vida repleta de riquezas.

Fiquem à vontade para sugerirem temas, criticar, opinar. Vamos juntos “trocar em miúdos’ as informações, esclarecer dificuldades e transformá-las em novas possibilidades de sucesso e realizações.

Você também poderá ler a versão desta coluna em inglês - clique aqui




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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