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Felicidade está ligada a diversos 'amores'

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Pequenos momentos são bálsamos de felicidade

por Tatiana Ades

Muitas pessoas questionam o conceito de amor, sendo este ligado à felicidade constante.

Há o amor por uma pessoa, o tal amor romântico, mas há também diversos amores que muitas vezes não damos conta, justamente por estarmos vivendo numa sociedade muito carente. Assim chega-se a acreditar que só poderá ser feliz, se estiver com um parceiro(a) ao lado.

A felicidade está ligada a diversos "amores", mesmo que sejam momentos onde estamos amando o que fazemos.

Isso inclui o amor a um trabalho. Isso requer dedicação, zelo, cuidado e carinho; o amor pela família, pelos amigos e pela vida em geral.

Muitas vezes buscamos um amor excessivo, ou idealizamos a felicidade em metas muito distantes, e nos fixamos a idealizações que não correspondem às nossas possibilidades.

É muito comum ouvirmos:

Só serei feliz quando conhecer a Europa; quando me apaixonar de forma avassaladora; ou mesmo, apenas encontrarei a felicidade quando ganhar muito dinheiro.

Nos esquecemos que os pequenos momentos são bálsamos de felicidade e deixamos a vida passar. Por isso a frase tão mencionada por tantos:

- Ah, eu era feliz e não sabia.

Sugiro que reavalie a sua concepção de felicidade. Muitas vezes, sentar com um amigo para tomar um café e ter um bom papo é um momento sagrado; estar rodeado de pessoas que gostamos e gostam de nós também é essencial; pisar na areia molhada, entrar no mar. Isso tudo é viver, amar e ser feliz.

Nunca seremos felizes 24 horas por dia. Por isso é tão importante que canalizemos momentos e saibamos apreciá-los com sabedoria, sentindo-os de forma intensa.

O futuro? É claro que podemos traçar metas, mas elas não são garantia de felicidade.

A felicidade está aqui, agora... e é muito mais simples do que imaginamos, não a deixe escapar!




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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