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Fisioterapia auxilia no tratamento de doenças respiratórias

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Juliana Prestes Mancuso

Quando a temperatura baixa, diversas doenças passam a atormentar o organismo.

O sistema respiratório é o principal alvo de vírus e bactérias, que aproveitam os locais fechados e cheios de gente para se espalhar. As patologias (doenças) mais comuns de se encontrar são as dores nos joelhos, dores na coluna e doenças respiratórias como bronquite, bronquiolite, rinite/sinusite, gripes e resfriados, otite, pneumonia, meningite, asma e a urticária alérgica por frio.

A fisioterapia respiratória é a intervenção que utiliza técnicas não invasivas que têm como objetivo a otimização do transporte de oxigênio, contribuindo para prevenir, reverter ou minimizar disfunções desse nível. Esse tipo de fisioterapia ajuda principalmente nos casos de doenças que requerem internação, como por exemplo, pneumonia.

A prevenção de algumas doenças é simples:

Resfriados

A higiene das mãos e do nariz é o jeito mais seguro de evitar a contaminação pelos vírus. Um estilo de vida saudável ajuda a fortalecer o sistema imunológico, tornando-o mais eficiente para expulsar qualquer agressor. Até porque os agentes do resfriado não podem ser detidos por vacinas.

Gripe

Uma medida excelente, recomendada sobretudo a crianças pequenas e idosos, é tomar a vacina contra gripe. Ela ‘ensina’ o sistema imune a criar um pelotão atento, capaz de desmobilizar o ataque do vírus influenza – causador da gripe.

Pneumonia

A vacinação é a única maneira de prevenir a pneumonia. Tanto o imunizante que protege contra o vírus influenza, como as vacinas antipneumocócicas evitam que o corpo abra uma brecha à pneumonia.

Bronquiolite

Ainda não há vacina que combata o vírus sincicial respiratório (VSR) que causa bronquiolite. Para diminuir o risco de contrair o problema, é importante manter o organismo hidratado bebendo muito líquido. Outra medida é deixar o nariz sempre limpo. Você pode higienizá-lo com o próprio soro fisiológico. Evitar exposição a aglomerações ajuda a manter o vírus à distância.

Sintomas: falta de ar, chiado no peito, respiração ofegante, tosse seca, secreção nasal (no começo, o catarro tem cor e textura semelhantes às da clara de ovo), febre baixa.

Bronquite

As medidas que afastam gripes, resfriados e afins também garantem a proteção contra a bronquite. Ou seja, lavar bem as mãos e, quando possível, evitar aglomerações.

Pessoas com histórico do problema são até aconselhadas a tomar a vacina contra a gripe. Dieta balanceada, sono de qualidade e uma baixa a agentes tóxicos, como os do cigarro, também são boas estratégias para deixar os brônquios em paz. Manter os ambientes de casa livres de poeira e mofo é útil para prevenir crises da doença quando ela está vinculada a processos alérgicos.

Sintomas: tosse, falta de ar, expectoração excessiva, febre, chiado ou dores no peito.

Meningite

No outono e no inverno, o ideal seria evitar aglomerações em locais fechados, que facilitem a proliferação de micro-organismos. Para imunização contra a bactéria hemofilus influenza tipo B, uma das principais causas de meningite em crianças menores de cinco anos, basta procurar um posto de saúde público, já que ela faz parte do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Existem também vacinas antipneumocócicas e antimeningocócicas, mas elas são encontradas somente em clínicas privadas. O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de acrescentar uma delas em seu calendário oficial.

Sintomas: febre, dor de cabeça, fotofobia, vômito, pescoço rígido e manchas roxas no corpo. Nas crianças, os mais comuns são febre ou hipotermia – queda de temperatura – e recusa alimentar.

Rinite

Evite locais pouco ventilados, onde há acúmulo de poeira e mofo. O tratamento preventivo com medicamentos deve ser prescrito por um especialista.

Sintomas: coceira e irritação no nariz, coriza, espirros e congestão nasal.

Sinusite

Quem sofre de sinusite crônica deve tomar cuidados como beber bastante líquido para se manter hidratado. Isso deixa o muco menos denso, o que facilita sua eliminação. Evitar cigarro e ambientes muito poluídos também protege a mucosa contra inflamações.

As vacinas antipneumocócicas ajudam a combater um dos tipos de bactéria que podem causar a sinusite, os pneumococos. Sintomas: obstrução nasal, dor de cabeça, dor no rosto, coriza, tosse, alteração ou ausência do olfato. Sintomas menos óbvios, como rouquidão e tontura, também podem estar associados à doença.

Asma

Como fatores alergênicos e que causam irritação podem favorecer uma crise, é importante ficar de olho na ventilação do ambiente e no acúmulo de pó em roupas e objetos.

Exercícios físicos mais leves orientados pelo médico e apropriados para quem enfrenta o problema também ajudam.

Sintomas: tosse, chiado, sensação de pressão no peito e falta de ar.

Otite

Vírus por trás de resfriados ou gripe e bactérias como a pneumococo costumam atacar o nariz e migrar para uma região mais interna como ouvido.

Crianças vacinadas contra a gripe correm menos risco de desenvolver otite. Manter as vias aéreas sempre limpas, aplicando, por exemplo, o soro fisiológico no nariz também evita o problema no ouvido, já que se protege a porta de entrada para vírus e bactérias.

Para prevenir a infecção pela bactéria pneumococo, a recomendação é tomar uma vacina a 7-valente, que livra o organismo de sete variações dessa bactéria. O imunizante, que ainda não está na cartilha oficial de vacinação, deve ser aplicado em quatro doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade e com um reforço aos 15 meses).

Sintomas: dor de ouvido e febre.

Urticária por frio

É a mais difícil de se diagnosticar por meio de sinais e sintomas, pois esses variam de pessoa para pessoa; mas podemos encontrar dor, cianose (coloração azulada da pele e mucosas) e frieza de dedos e artelhos (dedos do pé, exceto o dedão que se chama hálux) ou dor acompanhada por inchaço em extremidades por exposição prolongada ao frio.

Trata-se de uma doença sem prevenção ou cura, pois a pessoa desenvolve (ou adquire) por uma proteína chamada crioglubulina. As crioglobulinas são proteínas anormais que se precipitam a baixas temperaturas laboratoriais (4°C) e se redissolvem após serem aquecidas.




Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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