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Foco está intimamente ligado ao sucesso e à felicidade

Lilian Graziano 01/01/2016 PSICOLOGIA
Ter foco envolve equilíbrio e isso se relaciona com a felicidade

por Lilian Graziano

No final do ano passado, em entrevista à revista "Exame", Daniel Goleman, psicólogo de Harvard, fortemente ligado ao movimento da Psicologia Positiva, comentou seu mais novo livro, "Foco". Famoso por outra obra publicada em 1995, "Inteligência Emocional", Goleman vai ao encontro daquilo que venho dizendo nesta coluna.

O pesquisador defende que precisamos manter o foco, mesmo diante de tantos estímulos e distrações a cada minuto nesta Era (do excesso) de informações em tempo real. Defende que a atenção tem um papel fundamental para o nosso sucesso e que precisamos reservar tempo para organizar nossas ideias e pensamentos. Isso para que "funcionemos" de modo mais eficaz e criativo.

Como já disse neste espaço, tudo na vida é uma questão de foco, até mesmo (e principalmente) sob o viés da Psicologia Positiva (PP).

Por exemplo, a atenção focada no presente nos desvia da culpa pelo passado e da ansiedade pelo futuro, fazendo com que enfrentemos o momento atual livres desses "ruídos", sorvendo-o de maneira plena, sem tanto estresse.

Questões negativas: como quequlibrar o foco nelas

Por outro lado, como também já publiquei aqui, a forma como olhamos para tudo na vida define nossas chances de sermos felizes. E ainda que isso também seja pautado por uma questão genética, é necessário e possível construir o olhar direcionado para a felicidade, escolhendo o foco positivo nas questões do dia a dia, reservando às questões negativas nada além do que demandam: tempo estritamente necessário para o seu enfrentamento, a reflexão e o aprendizado sobre elas.

Ah, e claro, como diz o próprio Goleman, ter foco também é uma questão de equilíbrio, algo que muito se relaciona com o tema felicidade (relação que mereceria outro artigo exclusivamente dedicado ao tema). A respeito, reproduzo aqui uma passagem interessante da citada entrevista.

"Precisamos ter um momento, no trabalho e na vida, para parar e pensar. Sem concentração, perdemos o controle de nossos pensamentos. Mas o oposto, quando estamos muito atentos, também é um problema. Nos tornamos vítimas de uma visão restrita e da mente estreita. É preciso dar equilíbrio a isso", diz Goleman.

Em resumo, concluo que, nem estreitos nem avoados, precisamos ser eficazes em nosso contexto de vida. E isso requer foco que, por sua vez, requer tempo para pensar, (tempo que também pode ser usado para avaliarmos se não estamos muito focados).

O raciocínio é simples. A prática, nem tanto. O sucesso e a felicidade, porém, perfeitamente possíveis e à sua espera. Portanto, mãos à obra! Como também já disse aqui, ser feliz dá trabalho... (saiba mais)




Lilian Graziano

Diretora dos Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, psicóloga e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. Seu doutorado sobre Psicologia Positiva e Felicidade foi a primeira tese brasileira baseada nessa abordagem. Atua há mais de 20 anos na Educação com foco no desenvolvimento de condutas preventivas para os comportamentos humanos disfuncionais. Possui certificação em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. Treinou e atendeu centenas de funcionários de grandes organizações tais como: Coca-cola, Basf, Bank Boston, Accenture, British Petroleum, Merrill Lynch, Unilever, dentre outras.



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