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Sinto ciúme de meu marido dar carona à colega de trabalho. O que faço?

Anette Lewin 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Muitos avaliam que dar carona a alguém do sexo oposto estimula intimidade

por Anette Lewin

"Sou casada há dois anos e sou muito ciumenta. Há um mês meu marido começou a dar carona para uma amiga de trabalho, pois ele disse que é caminho e não custa nada. Só que isso vem me incomodando muito. Ele disse que ela é casada e que devo confiar nele. Ele falou que não vai deixar de dar carona, porque não tem nada demais. O que faço?"

Resposta: A solução mais simples para o seu problema seria perceber que a única coisa que você pode fazer frente a essa situação é mudar sua postura.

Seu marido já disse que não vai deixar de dar carona à colega e sua insistência apenas dará destaque a uma situação que certamente não tem tanta importância nem para você, nem para seu marido e nem para a colega.

Muita gente avalia que dar carona a alguém de sexo oposto pode estimular intimidade. Afinal, motorista e carona sentam-se um ao lado do outro e qualquer movimento pode levar ao toque e iniciar uma aproximação sexual. Verdade?

Talvez, se estivessemos falando de pessoas primitivas sem controle sobre seus impulsos. Mas não é o caso das pessoas às quais você se refere. Seu marido e a colega são pessoas casadas, controladas e que só encarariam algo a mais se quisessem. E, nesse caso, não seria necessária a carona. Quando dois querem, qualquer lugar é lugar...

Se você está tão aflita com essa questão, tente entender o que de fato a incomoda na relação conjugal como um todo.

Reavalie sua relação conjugal

1ª) Seu marido lhe dá a atenção necessária?

2ª) As trocas entre vocês estão em equilíbrio?

3ª) Está feliz com a escolha que fez?

Sim, de vez em quando, depois de algum tempo de casamento é necessário reavaliar a relação amorosa e entender qual o rumo que ela tomou.

Novas necessidades vão dando lugar a velhos hábitos e a percepção dessa dinâmica é essencial para que a relação se mantenha em equilíbrio. Nesse sentido, evite sentir cada nova amizade (principalmente feminina) que apareça na vida de seu marido como o prenúncio de uma grande tragédia.

A vida pessoal de cada um continua, mesmo depois do casamento. Novas pessoas entram, outras saem, enfim, casar não é sinônimo de morrer afetivamente para o resto do mundo. Hoje mulheres e homens convivem no trabalho e relações de amizade e camaradagem entre eles são comuns e saudáveis. Sentir ciúmes é normal em qualquer relacionamento. Agora usar o ciúmes como desculpa para controlar o outro é bobagem.

Ninguém controla ninguém através da imposição de regras. A melhor forma de ter alguém ligado afetivamente a você é dando a esse alguém a liberdade de estar com você quando quer e por que quer e não por ser obrigado.

E no seu caso, seu marido tem voltado para casa todos os dias apesar da carona que dá à colega, não é? E é evidente que a atitude mais adequada para preservar seu relacionamento é recebê-lo bem quando ele chegar ao invés de criar um ambiente pesado. Caso contrário, a hora da carona se tornará mais agradável do que a hora da volta para casa. E aí sua relação realmente estará correndo perigo.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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