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Ando muito ansiosa e comendo muito sem estar com fome

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Joel Rennó Jr.

"O que fazer para diminuir a alimentação?"

Resposta: Em primeiro lugar, é preciso uma avaliação psicológica rigorosa, pois algumas causas desse seu padrão alimentar alterado precisam ser descartadas. Devem-se excluir alguns transtornos psiquiátricos que podem levar ao conhecido comer compulsivo, denominado pelo termo inglês 'binge eating'. Estados de ansiedade temporários também podem levar a episódios de compulsão alimentar, sem fome, por um período de tempo limitado.

Há várias teorias e hipóteses biológicas/psicológicas que explicam tal sintoma. Só mesmo um profissional poderá avaliar e dizer por que esse comportamento alimentar ocorre. O mais importante é uma ajuda psiquiátrica imediata, acompanhada de avaliação nutricional, por nutricionista ou nutrólogo.

Tenho ansiedade excessiva. O que fazer?
Tenho sentido dores no peito, já tive crises de estresse, tenho ansiedade excessiva, medo de elevadores, avião. Acordo a noite com falta de ar.

Resposta: O diagnóstico diferencial entre síndrome do pânico, fobia e até ansiedade generalizada precisa ser realizado com precisão. Você deve procurar um psiquiatra, esse 'acordar' no meio da noite, com falta de ar, pode ser uma crise de pânico. O tratamento é eficaz e oferece bons resultados. Para mais detalhes clique aqui e leia.

Qual é o melhor caminho para baixar o nível de ansiedade e viver mais tranquilo e relaxado?

Resposta: Não há fórmulas mágicas e padronizadas para todas as pessoas. A ansiedade pode se apresentar em diferentes níveis de gravidade pode ser apenas um sintoma, ou então, uma doença. Uma avaliação psiquiátrica inicial é fundamental para se descartar algum transtorno de ansiedade específico. A psicoterapia cognitivo-comportamental e o uso de antidepressivos costumam dar bons resultados nestes casos, onde pode haver uma disfunção na qualidade de vida da pessoa.

Sendo apenas um sintoma, não caracterizando, portanto, uma doença, você deve fazer uma análise das situações, contextos ou vivências que levam ao aumento da ansiedade, funcionando como 'gatilhos' dos episódios de ansiedade. Deve buscar uma nova forma de lidar com os mesmos (mesmo que através de psicoterapia), mudar alguns hábitos de vida ou comportamentos repetitivos geradores de estresse. A forma de encarar, de pensar e enxergar o mundo, com suas frustrações, medos, angústias e perdas também deve ser revista. O mesmo para alguns valores e sentimentos que carregamos dentro de nós.

Acupuntura, yoga, meditação, técnicas de relaxamento, atividades físicas regulares, hábito alimentar e de sono saudáveis, evitar álcool, cigarro e drogas, além de horas de lazer e mesmo práticas religiosas (independente do credo) costumam ser bons coadjuvantes terapêuticos quando a ansiedade for de grau leve a moderado.




Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



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