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Descubra se sua ansiedade é um problema

Elisandra Vilella G. Sé 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Esse distúrbio afeta a saúde global

por Elisandra Vilella G. Sé

A ansiedade é um sinal natural de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. A ansiedade passa a ser um problema quando é um sentimento generalizado ou exagerado de preocupação, apreensão, medo, ou pressentimentos ruins, acompanhado de sensações físicas.

Os estados de ansiedade anormais, que constituem os distúrbios da ansiedade, são patológicos e requerem tratamento especifico.

Os distúrbios de ansiedade ocorrem devido a eventos estressantes, tipos de comportamento, doenças psiquiátricas, predisposição genética, alterações fisiológicas, abuso de drogas, uso abusivo de álcool e estresse ambiental.

A ansiedade patológica se manifesta de várias formas, tanto físicas como mentais. Os sintomas são variáveis e mudam de intensidade ao longo do tempo, onde o humor da pessoa oscila entre momentos bons e ruins. A ansiedade pode incluir os seguintes sinais e sintomas:

Sinais, sintomas de ansiedade

- Alterações do comportamento e do humor como: inquietação, irritabilidade impaciência, agitação, baixa performance no trabalho e/ou escola, afastamento e isolamento social;

- Alterações músculoesqueléticas, como dores nas costas ou no pescoço, tensão muscular e dores de cabeça;

- Alterações no sistema autonômo: mãos frias, sudorese, vermelhidões, boca seca, enjôos, vômitos ou diarréias, tremores, dor abdominal, aumento na frequência urinária, taquicardia, palpitações, arritmias, tonturas, dores no peito, hipertensão arterial;

- Respiratórios: falta de ar;

- Preocupação com problemas reais ou imaginários desproporcionais à situação;

- Outros: insônia, alterações de peso, fraqueza, dificuldade de concentração, memória alterada.

A ansiedade é mais frequentemente diagnosticada pela história e exames físico. Exames de laboratórios não confirmam o diagnóstico da ansiedade, mas ajudam a identificar condições médicas que podem simular um quadro de ansiedade ou causar ansiedade secundária. O tratamento para os distúrbios da ansiedade incluem combinações de psicoterapia, medicamentos e orientações ao paciente. Crises de ansiedade aguda e grave podem ser incapacitantes e necessitam de tratamento imediato, raramente com internação hospitalar.

Normalmente a ansiedade é pouco identificada e às vezes mal diagnosticada, devido à dificuldade de diferenciar alguns estados emocionais normais de um transtorno ansioso patológico. Na prática médica, os transtornos ansiosos são frequentes e geralmente são encontrados mais em mulheres do que em homens.

A ansiedade pode também ser complicada por diversas doenças (angina, arritmias, hipertensão, síndrome do cólon irritável, etc.) coexistentes. Quando não diagnosticada, pode agravá-las e dificultar o controle.

Se os distúrbios da ansiedade não forem diagnosticados adequadamente, pode haver maior morbidade e mortalidade devido ao agravamento das doenças físicas coexistentes. Quando os distúrbios da ansiedade são adequadamente diagnosticados e tratados, os sinais e sintomas são controlados e podem desaparecer, permitindo uma boa qualidade de vida e melhora no estado do indivíduo.

Algumas dicas podem melhorar a qualidade de vida da pessoa ansiosa:

• Um bom condicionamento físico aumenta a capacidade de tolerar o estresse.

• Exercícios físicos frequentes de baixa intensidade reduzem a ansiedade.

• Manter uma alimentação saudável, seguir orientações médicas evitando cafeína e outros estimulantes.

• Reservar um tempo para o lazer e para cuidar de si mesmo.

Obs.: Consulte o seu médico sobre o tratamento de distúrbios da ansiedade. Não tome remédio sem orientação médica.




Elisandra Vilella G. Sé

Fonaoudióloga pela Faculdade Tereza D'Ávila de Lorena (FATEA/USC) (1995), Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP (2003); Doutorado em Linguística - Área de Neurolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP (2011); Especialista em Educação em Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2013); foi pesquisadora visitante na Associação Alzheiemr Portugal em Lisboa (2013); Coordenadora da ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer - sub-regional Campinas e Jaguariúna.



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