DESTAQUES

Como ajudar uma pessoa muito descontrolada que afeta sua família?

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 COMPORTAMENTO
É preciso deixar as crenças errôneas e o medo de lado e procurar um psiquiatra

por Joel Rennó Jr.

"Como posso ajudar uma pessoa que tem descontroles muito intensos? Ela provoca brigas horriveis, grita, berra; diz que todos estão errados e só ela está certa; tem crises de depressão; está de mal com todo mundo, pois ninguém aguenta mais suas brigas, inclusive a família. Ela diz que não precisa de médico. O que posso fazer? Só sobrou eu pra ajudar."

Resposta: Na prática, há vários comportamentos disfuncionais e que causam sofrimentos psiquícos próprios ou a terceiros.

A melhor forma de ajudar é incentivando a pessoa a procurar uma ajuda médica consistente, com um psiquiatra qualificado e também com um(a) psicólogo(a).

Pessoas com descontroles intensos, que provocam brigas horríveis e explosivas ou até impulsivas podem sofrer de vários distúrbios mentais:

1) Transtornos de personalidade;

2) Transtornos de controle dos impulsos;

3) Transtornos de humor (depressão ou transtorno bipolar do humor);

4) Transtornos de ansiedade;

5) Uso nocivo de álcool ou drogas;

6) Transtorno de Déficit Atencional e Hiperatividade.

Portanto, sintomas psíquicos semelhantes ou mesmo alterações comportamentais similares podem ter causas distintas e isso é extremamente complexo porque depende de vários fatores que só o médico psiquiatra pode avaliar.

As pessoas precisam deixar o medo e crenças errôneas de lado e procurar o psiquiatra o mais rápido possível, quando sofrem de sintomas psíquicos que geram sofrimentos aos outros e a elas mesmas.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico psiquiátrico, melhores as chances de sucesso do tratamento.

Quando não houver um diagnóstico psiquiátrico específico, a psicoterapia pode ser também uma aliada para ajudar as pessoas na melhora da autoestima, no controle dos impulsos e dos sentimentos negativos como raiva, mágoa, tristeza ou ansiedade perante acontecimentos que as deixam intolerantes ou frustradas.

Há pessoas que têm um baixo limiar à frustração, perante qualquer negativa, sentem-se rejeitadas e se tornam agressivas. Tais comportamentos não necessariamente podem estar relacionados aos distúrbios psiquiátricos e só o médico psiquiatra pode avaliar tais comportamentos de forma pormenorizada e precisa.

Atenção!

Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracterizam como sendo um atendimento.




Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



ENQUETE

É possível ser você mesmo no ambiente de trabalho?






VOTAR!
Vya Estelar - Qualidade de vida na web - Todos os direitos reservados ®1999 - 2019
O portal Vya Estelar não se responsabiliza pelas informações e opinião de seus colunistas emitidas em artigos assinados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.