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Pessoas que têm uma lista de admiradores levam uma vida afetiva mais feliz?

Arlete Gavranic 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Pessoas bonitas, prósperas e otimistas sempre irão cativar admiradores

por Arlete Gavranic

Homens e mulheres que sabidamente têm uma lista de futuros pretendentes, têm mais chances de ter uma vida afetiva feliz?

Uma parcela de homens e mulheres chama tanta atenção, que acaba atraindo uma fila de admiradores e pretendentes.

Isso pode ocorrer por vários fatores:

- por serem bonitos;
- por terem uma condição social/financeira próspera, confortável;
- por serem "leves"(entenda-se pessoas que não falam nunca de problemas);
- por se mostrarem divertidos;
- por passarem boa imagem, carisma ou por serem prestativos;
- por se mostrarem pessoas carinhosas.

Essas pessoas têm uma enorme chance de gerar atração, de cativar pretendentes, mas isso não necessariamente dirá se a vida afetiva será mais feliz ou não.

Primeiro porque devemos entender o que significa vida afetiva feliz. Se a expectativa é de uma vida sempre tranquila e "cor de rosa", sem impasses ou ciúmes ou ainda sem desentendimentos, essa fantasia precisa ser trazida para a realidade, pois relacionamentos implicam sempre em muitas discordâncias e/ou diferenças e em acordos ou busca de entendimento entre as partes. Não há o mar sereno sempre.

As pessoas quando atraem pela beleza ou pela condição financeira e social carregam sempre a dúvida: será que gostam de mim como pessoa ou sou um troféu bonito ou um partido confortável ou financeiramente interessante? Essa dúvida pode fazer muitas pessoas terem muita dificuldade de acreditar na parceria, estarem sempre testando ou desconfiados dos reais interesses da outra parte. Essa desconfiança pode dificultar a entrega a uma vida afetiva feliz, tranquila e confiante.

Algumas pessoas "leves" ou divertidas podem viver outros tipos de dificuldade. Nunca vamos encontrar alguém que seja sempre divertido, nem um comediante brinca e satiriza tudo.

Outro aspecto que tende a ser ilusório é essa visão de que pessoas leves e sempre otimistas nunca têm problemas. Existe uma grande diferença entre não ter problemas e não olhar para eles ou não se posicionar e buscar resolvê-los. Manter um relacionamento com alguém que nunca se posicione frente às questões da vida, que não tenha atitudes ou busque soluções não costuma ser uma coisa fácil. Homens e mulheres buscam a sensação de parceria, de alguém que converse, se posicione, busque caminhos com convicções. Seja no posicionamento familiar, na posição política, nas reivindicações de reunião de condomínio, escola de um filho, ou na negociação pela redução da tarifa do cartão de crédito.

Todas as situações pedem seriedade, discernimento e uma posição a ser declarada. Ficar em cima do muro sempre, sair da situação de decisão com uma piadinha bem-humorada ou aceitar tudo sempre na posição de bonzinho, de amigo, filho, funcionário ou condômino prestativo costuma trazer uma sensação de muita insegurança para a parceria. Ninguém está defendendo a postura de alguém briguento, teimoso... essa postura consistente dá um tom sempre apaixonante e de admiração ao outro, e alguém sempre escorregadio ou Maria-vai-com-as-outras sempre traz decepções.

É claro que pessoas bonitas, prósperas, divertidas, otimistas e carinhosas sempre irão cativar admiradores(as) e apaixonamentos, mas é importante pensar nas outras características que precisam compor a pessoa para que essa possa se disponibilizar a viver uma vida afetiva com segurança em si e na sua parceria e com consistência.

A ideia do bonito (a) + rico (a) + divertido (a) pode ser interessante por um final de semana ou umas férias, mas para a vida, hoje, homens e mulheres buscam pessoas inteiras, verdadeiras e consistentes!

Vamos à busca!




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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