DESTAQUES

Ausência de problemas não é sinônimo de felicidade

Lilian Graziano 01/01/2016 PSICOLOGIA
Felicidade requer fazer um balanço de sua vida

Por Lilian Graziano

Às vezes o cotidiano cheio de afazeres nos relega a um vazio que nos impede o alcance da tão almejada felicidade. Podemos descobrir que, mesmo sem questões sérias a enfrentar, temos muito trabalho para efetivamente sermos felizes.

Mas o que é felicidade? Pela enfoque da Psicologia Positiva, podemos entender a felicidade não como a ausência de problemas, mas sim como um balanço que o indivíduo faz de sua vida incluindo: experiências emocionais agradáveis, baixos índices de humores negativos e alta satisfação com a vida.

Sendo assim, devemos avaliar nossa vida nos últimos seis meses, por exemplo, buscando identificar qual o nosso padrão emocional. Na maioria das vezes sentimos emoções positivas e apenas às vezes as emoções negativas tais como medo, raiva, tristeza, frutos dos problemas cotidianos. Nesse caso, a experiência das emoções negativas pode não chegar a comprometer os níveis de felicidade.

Mas e quando ocorre o oposto, e o que predomina na vida da pessoa são exatamente as emoções negativas?

Nesse caso, é quase impossível se dizer feliz. O interessante nessa história, é que a abordagem científica faz pela felicidade o que a visão do senso comum jamais conseguiu: tirá-la da dimensão utópica. Para a Ciência é possível que se seja feliz apesar dos problemas. Esses continuarão existindo e a pessoa feliz, ao contrário do que muitos imaginam, continuará a identificá-los como tais e sofrerá com suas eventuais consequências. No entanto, o enfrentamento desses problemas será muito mais fácil em função do predomínio das chamadas emoções positivas.

Mas tudo isso é um processo que, embora não seja complexo, deve ser orientado adequadamente. “É uma questão de educar o nosso funcionamento para enxergar e desenvolver nossas virtudes e competências”, explica a psicóloga.

O que é a psicologia positiva?

No final da década de 90 cientistas de alguns dos maiores centros de estudos em sicologia da atualidade, tais como os das universidades de Harvard, Yale, Pennsylvania e Michigan, reuniram-se com o objetivo de compreender melhor os caminhos que levariam o ser humano à felicidade. Assim nascia a Psicologia Positiva (PP). Comprometida com o estudo científico das potencialidades humanas, a Psicologia Positiva agrega ao clássico papel curativo da psicologia convencional, também um caráter preventivo, essencial quando pensamos em qualidade de vida.

 

 

 




Lilian Graziano

Diretora dos Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, psicóloga e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. Seu doutorado sobre Psicologia Positiva e Felicidade foi a primeira tese brasileira baseada nessa abordagem. Atua há mais de 20 anos na Educação com foco no desenvolvimento de condutas preventivas para os comportamentos humanos disfuncionais. Possui certificação em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. Treinou e atendeu centenas de funcionários de grandes organizações tais como: Coca-cola, Basf, Bank Boston, Accenture, British Petroleum, Merrill Lynch, Unilever, dentre outras.



ENQUETE

Quem não tem cão caça com o “ex”, que está receptivo. Você concorda?






VOTAR!
Vya Estelar - Qualidade de vida na web - Todos os direitos reservados ®1999 - 2018
O portal Vya Estelar não se responsabiliza pelas informações e opinião de seus colunistas emitidas em artigos assinados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.