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Casais aderem a renovação de votos dentro do casamento; entenda

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Tatiana Ades

Os casais estão aderindo cada vez mais a renovação de votos: um "segundo casamento" onde as juras dessa união são novamente manifestadas.

Considero uma grande conquista a adesão dessa prática, principalmente numa época crescente de divórcios e de permanência curta dos casamentos e suas variações.

Uma nova conscientização começa a surgir: a percepção de que os amores estão muito curtos. E disso surge a necessidade de um relacionamento mais sólido e duradouro.

Cresce o número de sites e de agências especializadas em casamentos que prestam serviços como como buffets, locação de salão... para essas festas, ou melhor, para esse "ritual" de renovar que pode ser realizado num sítio ou em qualquer outro espaço. E não importa o tempo de casados, se são dois, dez ou trinta anos.

Inclusive em meu consultório, mulheres e homens manifestam o desejo de celebrar com amigos um novo casamento com a mesma pessoa.

Acho importante o casal entender que a renovação não resolverá os problemas do dia a dia, mas é uma forma eficaz de repensar metas, conquistas e desejos. Esse é um momento para renovar os sonhos deixados para trás e refazer uma história.

Obviamente a renovação é simbólica, mas precisamos lembrar que por trás do simbolismo desse gesto, está presente o desejo de reafirmação de um compromisso importante que tem se tornado e visto como uma banalidade.

Que todas as renovações sejam repletas de sinceridade e visem uma nova transformação da nossa época!

Importância da renovação de votos:

- aumenta a autoestima do casal;

- diminui os riscos de divórcio;

- gera um recomeço cheio de metas e novas conquistas a dois;

- dá animo para casais em crise que ainda se amam;

- estimula o bem-estar.




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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