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Copo meio cheio ou copo meio vazio? Eis o segredo da felicidade!

01 jan, 2016

por Thaís Petroff

A felicidade não é algo concreto e absoluto. Tudo depende da perspectiva com que vemos os eventos e situações.

"A grosso modo ao perceber que a maneira de se vivenciar as situações, é fruto dos "óculos" que se utiliza para enxergar a "realidade", passa-se a ter a oportunidade de trocar esses "óculos". E os "óculos" escolhidos irão facilitar ou não a jornada de acordo com as respostas às situações vividas"

O ex-primeiro-ministro britânicoWinston Churchill dizia: "O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade" e isso influencia fortemente a maneira pela qual eles vivem suas vidas e como agem frente às diferentes situações.

Com base nisso, uma mesma situação pode ser percebida e/ou interpretada de diferentes maneiras por diferentes pessoas. Um mesmo copo com água pode ser visto como meio cheio ou como meio vazio, dependendo de quem olha. Esse fato interfere diretamente no humor, emoções e sentimentos dessas pessoas.

Podemos perceber através desse exemplo, o quanto a base teórica da terapia cognitivo-comportamental - de que a percepção do mundo, filtrada a partir das suas crenças pessoais influencia as emoções e o humores - fornece poder ao indivíduo, retirando-o do lugar de vítima ou ainda de ter uma visão fatalista ou determinista.

Quando ele percebe que sua visão de mundo é o que o leva a (re)agir aos diversos eventos de sua vida, torna-se mais livre, responsável e no controle de sua própria vida. Livre, pois pode escolher. Responsável, pois a partir do momento que escolhe, precisa fazer isso com consciência e se responsabilizar pelos resultados. E no controle de sua vida, pois passa a ter as rédeas da mesma em suas mãos, ao invés de simplesmente reagir aos estímulos.

É essencial que se faça uma diferenciação entre agir e reagir. Quanto se reage, não se responsabiliza pelas consequências e, muitas vezes não se tem consciência frente a sua ação. Já quando se age, há a necessidade de se ter consciência e responsabilidade frente aquilo que se opta fazer. Ou seja, quando se age, está subentendido que se fez uma opção, que se decidiu agir daquela determinada maneira frente à situação que se apresentou. Isso torna a pessoa muito mais assertiva, dona de si e também da situação, pois percebe que de alguma maneira sempre terá escolhas e somente sucumbirá se essa for uma delas.

A grosso modo ao perceber que a maneira de se vivenciar as situações, é fruto dos "óculos" que se utiliza para enxergar a "realidade", passa-se a ter a oportunidade de trocar esses "óculos". E os "óculos" escolhidos irão facilitar ou não a jornada de acordo com as respostas às situações vividas.

Penso que quando dizem que a felicidade não é uma meta e sim um caminho, a questão da perspectiva é um bom "óculos" para se enxergar e interpretar essa definição.

 


Formada em Psicologia pela PUC-SP e é Master Coach. Utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental como base do seu trabalho, mas sabendo da profundidade e complexidade do ser humano, fez formação em Bioenergética, Programação Neurolinguística e Yoga se focando em auxiliar as pessoas a desenvolver e manter emoções mais equilibradas e saudáveis. Foca-se em desvendar e compreender a desafiadora prática das relações, promover transformações cognitivas, emocionais e comportamentais nas pessoas que a procuram e disseminar conhecimento através das mídias sociais. http://www.thaispetroff.com.br

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