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Como a autoestima influencia na sua interação social

Elisandra Vilella G. Sé 01/01/2016 COMPORTAMENTO
O mais importante é acreditar em si mesmo

por Elisandra Vilella G. Sé

De forma bem simplificada, autoestima significa gostar de si mesmo. Não se trata de uma autovalorização excessiva, mas sim de autoaceitação. Ou seja, gostar do que você realmente é, harmonizar-se com o mundo à sua volta, frente suas habilidades e limitações. Enfim, é o princípio da própria identidade.

A identidade envolve perceber-se como um ser único, uma pessoa com um corpo que é só seu, com ideias próprias, crenças, desejos, motivações, valores morais, objetivos de vida, etc. A autoestima se desenvolve quando ocorre a noção de diferenciação entre o eu e o mundo.

Ao longo da vida vamos aprendendo que muitas coisas que precisamos estão fora de nós. Ou seja, aprendemos a selecionar o que fará parte de nós ou não; percebemos como nos diferenciarmos dos outros. E assim desenvolvemos toda uma identidade, um autoconceito, a autoimagem e a autoestima.

Você constrói uma ‘impressão digital’. Por isso, o que diferencia uma pessoa da outra é só o pensamento. A identidade se completa no final da adolescência e a partir desse momento, tudo vai se modificando com relação à autoestima, ao julgamento que fazemos de nós mesmos. De acordo com esse julgamento, é que conduzimos nossos comportamentos.

Em qualquer fase da vida, o contexto social é muito importante na formação e manutenção da autoestima. É muito importante sentir-se pertencente ao meio, aceito, tendo companhia de pessoas que possam compartilhar valores, ideologias, objetivos e contemplação.

Ao autoavaliarmos, sempre fazemos isso tomando uma ou mais pessoas como modelo do que seria ideal, aceito, bom e valorizado pelo meio social. Essa comparação se faz sempre com o outro. Entretanto, assim que definimos quem somos, tornamo-nos menos sensíveis à opinião alheia. Uma vez estabelecida nossa identidade, quando temos certeza de quem somos, certeza da validade daquilo em que acreditamos, daquilo que pensamos, mantemos uma coerência interna e mudamos muito menos.

Na velhice começam a surgir fatores que interferem numa avaliação positiva de si mesmo. Nosso corpo muda, crises podem surgir com eventos inesperados, resoluções de problemas, viuvez, aposentadoria, perdas de pessoas queridas, etc. Todos esses acontecimentos podem alterar o curso natural da vida, no qual temos que nos esforçar para nos mantermos integrados. Na prática isso significa estar harmonizado conosco, com o outro e com o mundo.

Para enfrentar os eventos de vida, torna-se necessário reconhecer nossas competências, limitações e emoções e aprender a não se guerrear com elas. O mais importante é acreditar em si mesmo.

Cada um reage e se adapta aos eventos e contextos com o processo de envelhecimento de acordo com seu próprio estilo. O importante é cuidar da autoestima tendo a sensibilidade para se olhar intimamente. Esse encontro inicial com você mesmo é muito importante. Quem tem autoestima elevada, é mais confiante para resolver problemas e encarar as adversidades.




Elisandra Vilella G. Sé

Fonaoudióloga pela Faculdade Tereza D'Ávila de Lorena (FATEA/USC) (1995), Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP (2003); Doutorado em Linguística - Área de Neurolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP (2011); Especialista em Educação em Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2013); foi pesquisadora visitante na Associação Alzheiemr Portugal em Lisboa (2013); Coordenadora da ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer - sub-regional Campinas e Jaguariúna.



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