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Aprendizagem se dá pela criação de novas memórias

Marta Relvas 05/04/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Aprendizagem se dá pela criação de novas memórias
Fonte: imagem Pixabay
O cérebro é avido por novas informações

por Marta Relvas

A aprendizagem se dá pela criação de novas memórias e pela ampliação das redes neurais que armazenam o que já foi trabalhado, por meio de conceitos e das metodologias abordadas. (RELVAS, 2010, p.35).

“O início da formação das memórias se dá na fase conhecida por aquisição e que consiste na chegada das informações aos sistemas sensoriais (visual, tátil, auditivo, olfativo e gustativo) na forma de estímulos” (RELVAS, 2009, p. 09).

A memória é uma das funções mais importantes do cérebro, está ligada ao aprendizado e à capacidade de repetir acertos e evitar erros. É a reprodução mental de experiências captadas pelo corpo por meio dos movimentos e dos sentidos. É também a capacidade de planejamento, abstração, julgamento crítico e atenção. (RELVAS, 2010 p. 40).

O professor precisa compreender que os conteúdos abordados durante a aula necessitam ser estimulados através da memória, para que outras infomações sejam fixadas. Não é fazer com que os estudantes repitam com papagaios, mas que possam aprender com compreensão.

Um fator importante nesse processo é quando as células recebem um estímulo muito forte e este é repassado; e o neurotransmissor estimulado é o glutamato. Quando os receptores recebem esse impulso potente, permitem a passagem de íons de cálcio através do NMDA (um aminoácido excitatório), que incidem sobre a memória e aprendizagem. A memória tem significativa relevância, em razão de reter o conhecimento, sendo acionados pela mesma quando preciso for. “Ela é o registro de experiências e fatos vividos e observados, podendo ser resgatado quando se fizer necessário” (RELVAS, 2012, p. 231)

Por isso, vale uma dica:

Para uma aprendizagem significativa, a aula deve ser prazerosa, bem-humorada, elaborada e organizada em abordagens metodológicas adequadas para cada rítmo neuronal, a fim de atender os movimentos neuroquímicos e neuroelétricos do estudante. O cérebro é avido por novas informações. O professor que não instiga seus estudantes à dúvida e a curiosidade inibe o potencial e a afetividade no processo de aprender.




TAGS :

    cérebro, aprendizado, memória, neurociência

Marta Relvas

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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