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Estudo Gallup: níveis altos de desemprego impactam no aumento da obesidade

Redação Vya Estelar 28/08/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Estudo Gallup: níveis altos de desemprego impactam no aumento da obesidade
Fonte: imagem Pixabay
Pessoas que estão um ano ou mais sem trabalhar têm muito mais chances de se tornar obesos do que aqueles que ficaram fora do mercado de trabalho por curtos períodos

Da Redação  

O Brasil lutou anos contra a desnutrição. Mas agora o que está preocupando governo, sociedade, médicos e operadoras de saúde é a obesidade. Com exceção dos fumantes e daqueles que têm hábitos saudáveis já incorporados à sua rotina, o desemprego pode ser uma porta de entrada para a obesidade. Segundo um jornal paulistano de grande circulação, no último ano, o desemprego tirou do mercado de trabalho mais 2,6 milhões de pessoas. E dados do IBGE apontam que o número total de desempregados já ultrapassa os 14 milhões. Portanto, é de se preocupar mesmo com esse link entre obesidade e desemprego.  

Pesquisa feita pelo Instituto Gallup, nos Estados Unidos, revelou que os americanos que estão um ano ou mais sem trabalhar têm muito mais chances de se tornar obesos do que aqueles que ficaram fora do mercado de trabalho por curtos períodos. A proporção é de 32,7% para 22,8%, respectivamente. O estudo também analisou o percentual de pessoas que foram diagnosticadas com doenças relacionadas à obesidade, como hipertensão, colesterol alto e diabetes. Quem está desempregado por seis meses ou mais tem duas vezes mais chances de ficar hipertenso e registrar altas taxas de colesterol.

Apesar dessa associação entre desemprego e obesidade ter sido identificada, as causas ainda não estão totalmente claras. Aparentemente, o desemprego pode deixar a pessoa mais vulnerável a determinados comportamentos que geram impacto na saúde. Segundo esclarece o estudo, quanto mais tempo a pessoa passa sem conseguir se recolocar profissionalmente, mais ela sofre os efeitos do estresse emocional. É muito comum, inclusive, que a pessoa passe a comer mais – principalmente entre as refeições, já que está em casa e a equação “oferta de alimento + tempo ocioso” pode resultar em ganho de peso e todas as suas consequências, que incluem aumento nas taxas de colesterol, triglicérides, hipertensão, aumento da glicose etc.

Por outro lado, doenças preexistentes também podem predispor a pessoa a enfrentar mais problemas para conseguir e manter um emprego formal. Seja como for, trata-se de um ciclo negativo entre carreira e saúde. Também não se pode deixar de levar em conta que pessoas obesas costumam enfrentar dificuldade para ser contratadas para ocupar funções que exigem muito esforço físico, como na indústria da construção e manufatura.

Na opinião do médico Almino Cardoso Ramos, cirurgião digestivo com área de atuação em cirurgia bariátrica, é fundamental que a pessoa busque ajuda especializada assim que perceber um ganho de peso progressivo e relevante. “Primeiramente, a pessoa atinge a faixa do sobrepeso, em que é considerada pré-obesa, com IMC (Índice de Massa Corporal) entre 25 e 29,9.

Nessa fase, o risco de *comorbidades (ocorrência de mais de uma doença ao mesmo tempo) já é maior, predispondo-a ao diabetes e à hipertensão, entre outras doenças relacionadas à obesidade.

*O termo comorbidade é formado pelo prefixo latino “cum”, que significa contiguidade, correlação, companhia, e pela palavra morbidade, originada de “morbus”, que designa estado patológico ou doença.




TAGS :

    desemprego, obesidade, IMC, sobrepeso, hipertensão, diabetes, estresse

Redação Vya Estelar



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