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Professor de Educação Física da UFJF explica importância da campeã olímpica Dara Torres

Renato Miranda 06/02/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Professor de Educação Física da UFJF explica importância da campeã olímpica Dara Torres
Fonte: Google Imagens
Dara Torres (foto), exemplo de ímpeto para enfrentar desafios

por Renato Miranda
       
Depois de contar um pouco sobre as trajetórias olímpicas de Alain Mimoun e Ulrike Meyfarth, resolvo escrever sobre outra grande campeã - que tal como os atletas citados - nos deixam um exemplo de comportamento disciplinado, motivado e que representa o modelo dos verdadeiros atletas olímpicos.

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Escrevo sobre Dara Torres. Uma atleta norte-americana de natação que desde a juventude demonstrava todo potencial para ser uma das maiores atletas de natação do mundo.

Decerto essas três histórias escolhidas quase aleatoriamente, entre muitas outras que também se encaixam como paradigmas do esporte inspirador da vida cotidiana, dizem muito a respeito de habilidades psicológicas, como concentração, motivação, força mental, autodeterminação e outras eventualmente, pressuponho, passam despercebidas por aqueles que vivenciam o esporte como fonte de estudos e divertimento. Daí a importância de conhecer um pouco dessas trajetórias olímpicas.

Dara Torres antes de um fenômeno da natação mundial foi considerada um fenômeno de condição física. Isso pode ser resumido através de seus tempos e recordes, em diferentes idades, nas mais diversas provas de velocidade da natação em estilo livre. Ela conseguiu diminuir suas marcas (tempo de provas), por exemplo, após os 30 anos de idade.

Sua especialidade eram as provas de 50 e 100 livres (crawl) e os revezamentos 4x100 livre e 4x100 medley. Com 17 anos de idade, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles foi medalhista de ouro, mas naquela época ninguém imaginaria que no futuro aquela mesma mulher seria a primeira nadadora dos Estados Unidos a competir cinco edições de Jogos Olímpicos e também medalhista de prata aos 41 anos de idade. Feito realizado nos Jogos de Pequim de 2008.

Participou dos Jogos Olímpicos de 1984, 1988, 1992, 2000 e 2008. No entanto, o que mais chama a atenção é o fato de após não competir a partir dos Jogos Olímpicos de Atenas (2000) e ser mãe aos 39 anos, ela voltou a treinar e conseguiu uma vaga na equipe olímpica norte-americana para os Jogos olímpicos de Pequim (2008).

Esse dado já seria fantástico, mas o que mais chamou a atenção dos especialistas e amantes do esporte foi o fato dela mesma se sagrar vice-campeã olímpica em três provas, sendo que uma delas na prova de 50 metros livre, caracterizada pela exigência de muita força e velocidade. Capacidades físicas tais que identificam o declínio do ser humano, principalmente a partir dos 40 anos de idade.

Não por menos foi acusada de utilizar alguma estratégia ilícita (doping), algo que nunca foi comprovado e ademais Dara Torres se prontificou ser voluntária em diversos exames de checagem para uso de substâncias proibidas (antidoping).

Com muita motivação e disciplina avaliou que ainda podia participar de mais uma edição de Jogos Olímpicos e mesmo aos 45 anos treinou para a exigente seletiva norte-americana de natação que disputaria os Jogos de Londres, 2012.

Quando Dara Torres em seu bloco de partida se alinhou junto às outras nadadoras na prova definitiva na seletiva americana, nenhuma de suas adversárias havia nascido quando ela conquistou sua primeira medalha olímpica em Los Angeles no ano de 1984.

Por menos de um décimo de segundo (0s09) Dara Tores ficou fora da equipe olímpica de natação norte-americana. Ficou em quarto lugar. Todavia não se sentia derrotada, mas convencida que tinha chegado a hora de parar. Disse: "Realmente acabou. Por menos de um décimo de segundo é duro! É isso aí! Eu vou aproveitar um tempo com minha filha, ter um verão legal e torcer pelo time americano."

É claro que as características físicas de Dara Torres contribuíram muito para seu sucesso, no entanto foi sua força psicológica, representada por sua motivação e ímpeto para enfrentar desafios, somado à sua disciplina e alegria em treinar e competir que a fizeram ser uma ídolo do esporte olímpico e mundial. Ela costuma a dizer que quando estabelecia um objetivo nada a fazia desanimar e este era seu grande diferencial em relação às outras atletas.

Por fim, vale ressaltar uma singela explicação de Dara Torres para seu sucesso, que pode ser resumido assim: Quando de seus treinamentos em criança sentia que poderia ir mais longe, mas o que a incentivava muito era o fato de sua mãe sempre deixa-la muito à vontade. Para reconhecer o apoio da mãe, certa vez fez questão de presenteá-la com uma de suas medalhas de ouro.

Atualmente Dara torres é palestrante, modelo e apresentadora de TV entre outras atividades ligadas à saúde e boa forma.




TAGS :

    dara, torres, nadadora, jogos, olímpicos

Renato Miranda

Professor da Faculdade de Educação Física da UFJF; Mestre e doutor em Psicologia do Esporte (UGF); Especialista em didática e psicologia do esporte na Alemanha (Escola Superior de Esporte Alemã - Colônia) e Rússia (Instituto de Cultura Física de Moscou); Consultor de atletas em psicofisiologia (concentração, estresse. motivação e flow-feeling).



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