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Fisioterapia pode auxiliar no tratamento de dislexia

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Juliana Prestes Mancuso

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes perspicaz e até genial, mas que aprende de maneira diferente.

A dislexia é um distúrbio diretamente vinculado à forma do ser humano compreender o mundo e relaciona-se à sua: identidade, memória, pensamento, linguagem, processo individual de aprendizado e é muito comum.

Seus sinais são:

- Atraso no desenvolvimento motor desde: engatinhar, sentar e andar;

- Atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio à pronúncia de palavras;

- Parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo (dificuldade na compreensão);

- Distúrbios do sono; enurese noturna (faz xixi à noite); a enurese noturna no disléxico muitas vezes se apresenta até próximo aos sete anos;

- Suscetibilidade a alergias e infecções;

- Tendência à hiper ou a hipoatividade motora;

- Choro em excesso e parece inquieta ou agitada com muita frequência; nesse caso ou ela é muito inquieta, ela é e não parece ser, ou é muito tranquila, ela é e não parece ser.

- Dificuldade para aprender a andar de triciclo;

- Dificuldade de adaptação nos primeiros anos escolares.

Esses sinais podem vir associados ou apresentarem-se apenas alguns.

Quando os sinais só aparecem enquanto a criança é pequena, ou se alguns desses sintomas somente se mostram algumas vezes, isso não significa que possam estar associados à dislexia. Inclusive, há crianças que só conquistam uma maturação neurológica mais lentamente e que por isso somente têm um quadro mais satisfatório em seu processo de aprendizado, mais tardiamente do que a média de crianças de sua idade. Esses sintomas variam de acordo com a faixa etária.

A causa da dislexia ainda é desconhecida e pode levar à evasão escolar e ao analfabetismo.

Existem alguns tratamentos para a dislexia, cada qual associado à hipótese específica sobre sua causa. Algumas incidem sobre a hipótese magnocelular (grandes células corporais como os neurônios), mas outras consideram diferentes formas de dislexia adquirida, conhecidas como dislexia superficial e profunda, que podem requerer tratamentos distintos. Todos os tratamentos dependem de um diagnóstico precoce feito por equipe multidisciplinar formada por pediatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, pedagogo e psicólogo.

Papel da fisioterapia

A fisioterapia pode intervir em um diagnóstico precoce ajudando no desenvolvimento motor, pois muitos disléxicos apresentam distúrbios de lateralidade (confunde direita e esquerda, em cima e em baixo; na frente e atrás e têm dificuldade em assimilar solicitações que lhes são feitas; possuem atividade psicomotora excessiva, ou em deficiência (hipoativa causando reação lenta a qualquer estímulo).

Como se desligam facilmente, entrando "no mundo da lua", têm grande imaginação e criatividade, podem apresentar dificuldades visuais, como vista turva ou astigmatismo por exemplo, embora um exame não revele problemas nos olhos. Possuem uma dificuldade em manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos.

Exercícios lúdicos, jogos, estímulos corretos e ajuda na escola identificando uma forma pela qual a criança consiga entender, podem ser tarefas que o fisioterapeuta desempenhará para reunificar a criança para uma vida saudável e feliz.

É interessante recordar que Leonardo da Vinci, Hans Christian Andersen, Edison, Einstein e muitos outros gênios criativos eram disléxicos.




Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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