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Por que vale a pena investir em sustentabilidade

Marilena Lavorato 01/01/2016 SERVIÇOS

por Marilena Lavorato

De uma forma bastante simplista, entendemos políticas públicas como programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente para assegurar direitos da população.

No caso do ambientalismo, que defende direitos da atual e futuras gerações, é um pouco mais complicado. Temos dificuldade em tangibilizar os serviços ambientais (contabilizar o valor financeiro destes serviços) que a natureza presta à humanidade e que dão suporte para que haja vida em nosso planeta.

As interconexões que existem nos ecossistemas, como por exemplo, a relação das árvores com a água e o clima - com a morte das nascentes, são de conhecimento de pequena parte da população, e isso reduz muito a compreensão dos desafios que temos pela frente nesta questão.

E aí é que entra importância de políticas públicas que deveriam começar justamente por essa deficiência de compreensão e providenciar mais informação e educação ambiental para a população. Uma vez mais bem informada, será muito mais fácil elaborar e aprovar políticas mais específicas de proteção ao meio ambiente.

Políticas específicas de proteção ao meio ambiente:

- incentivar o uso de carros menos poluentes - retirando IPI de carros elétricos (e não de carros normais);
- retirar (ou baixar impostos) de atividades que utilizam energia renovável em seus processos;
- cobrar impostos menores de atividades de reciclagem;
- determinar o uso de hidrômetros individuais em apartamentos para evitar desperdícios;
- determinar que todo prédio novo (e/ou dar um tempo aos antigos para se adequarem) adotem a captação da água da chuva, o reuso de água em atividades secundárias que não sejam para consumo humano: limpeza das calçadas, descarga etc).

O ambientalismo não é inimigo do crescimento econômico e nem das pessoas. Pelo contrário, quando exercido de forma correta, ajuda nas inovações de processos que além dos resultados ambientais, proporcionaram resultados econômicos e oportunidades de novos negócios: reciclagem, tratamento e destinação de resíduos, recuperação de áreas degradadas, reflorestamentos... Empresas inteligentes que tratam a questão como uma nova fronteira de inovação são impulsionadas (e não pressionadas) para transformar e continuam a ganhar dinheiro como sempre ganharam ou até mais.

A interferência ambiental tem sido positiva para setores mais abertos a inovações e, com isso, consumidores ganharam produtos melhores e mais eficientes: alimentos orgânicos, carros elétricos ou flex. Assim, no quesito ambiental, empreendedores e acionistas ganharam novos mercados e maior lucratividade. Uma dinâmica saudável que criou um círculo virtuoso, uma espécie de ganha-ganha, onde todos se beneficiam dos resultados.




Marilena Lavorato

É Publicitária (PUCC) com especialização em Marketing (ESPM), Negócios (FGV/SP), Sociologia e Política (EPGSP/SP), Gestão Ambiental (IETEC), e Gestão Empresarial Estratégica (USP). Organizadora do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, Co-Editora do Livro BenchMais, Presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, Professora e conferencista para os temas Benchmarking Ambiental e Marketing Verde em universidades e congressos. Mais informações: www.institutomais.org



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