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Recolocação no mercado: É um erro procurar emprego em outra área com salário inferior?

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Fica difícil criticar alguém que tenta acelerar sua recolocação no mercado de trabalho

por Roberto Santos

"Meu nome é Rosana e já trabalhei com tudo o que se possa imaginar, mas nos últimos anos tenho trabalhado mais na parte administrativa e estou desempregada desde setembro de 2007. Comecei a procurar uma colocação há um mês e não sei se estou agindo corretamente, por que estou enviando currículo para muitas outras ocupações e não só as de área administrativa. Você acha isto errado? Por exemplo, já enviei curriculo inclusive para funções em que o salário é abaixo do último que recebi. Isto é prejudicial para contratações futuras?"

Resposta: Diante das dificuldades do desemprego, como a ansiedade gerada com o orçamento familiar e a própria ociosidade, fica difícil criticar ou dizer que alguém está errado quando está tentando acelerar sua recolocação no mercado de trabalho.

Entretanto, eu poderia lhe oferecer algumas idéias para você refletir sobre seu dilema ou dúvidas. A área administrativa em geral abarca um conjunto muito amplo de atividades como aquelas mencionadas por você. O que vai contar mais, é o que você sabe fazer e o quanto já demonstrou que consegue aprender e se adaptar rápida e facilmente a novos desafios e tarefas.

Salário inferior

Com relação à remuneração, de fato, alguns selecionadores evitam contratar alguém que aceita um salário inferior ao que recebia com o receio de que o candidato comece a perturbar o chefe no segundo dia de trabalho para conseguir um aumento ou que ele/ela vá “puxar o carro” assim que encontrar um emprego com salário maior.

Nesses casos, considerar o pacote total de remuneração pode ser um atenuante. A nova oportunidade que surgiu para você pode pagar um salário menor mas ter um melhor pacote de benefícios, um programa de Participação nos Resultados melhor, pode ser mais perto de sua casa, etc.

Porém, o  mais importante para você considerar nesta transição é o que vai lhe trazer felicidade no médio e longo prazo. A conquista de um novo emprego pode ser um motivo de alívio imediato e de satisfação, mas se for para você fazer o que detesta e ainda ganhando menos do que ganhava, por quanto tempo aquela motivação vai sobreviver? Decida no curto prazo sem tirar os olhos no longo prazo, onde sua felicidade deve estar sendo construída. Boa sorte!

 

 

 




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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