Expectativas para uma relação afetivo-sexual

Entenda o que separa a teoria da prática em relação às expectativas para uma relação afetivo-sexual

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“Depois de um casamento de 18 anos e há três anos separado, tenho pensado muito em minhas expectativas do que espero de uma relação amorosa. E coloquei como ponto principal encontrar uma mulher que tenha, lógico, um certo nível cultural para conseguir me acompanhar numa conversa, mas que seja uma mulher que queira e goste realmente muito de sexo e tenha isso como uma coisa extremamente relevante na relação. Gostaria de saber se esse tipo de expectativa pode ser saudável e se uma relação duradoura e monogâmica pode se sustentar dentro dessas premissas. Obrigado”

Resposta: Bem, nós não valorizaríamos o bem-estar se não conhecêssemos o sofrimento, certo? Então, toda experiência pela qual passamos na vida é útil por nos proporcionar a chance de aprendermos com as coisas que não desejamos seguir repetindo na vida, e por deslindar novas possibilidades de escolhas.

Assim, o fato de você estabelecer características que deseja encontrar em alguém para formar uma nova parceria afetivo-sexual parece ser um desafio que pode mobilizar a sua energia nessa direção.

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Expectativas para uma relação afetivo-sexual

Todavia, na teoria você tem apenas os critérios que valoriza encontrar em uma mulher: bom nível cultural e ótima disposição sexual, sem considerar a variedade de estímulos reais que formam um conjunto na prática, e que vão além da sua decisão teórica.

Isso posto, para além dos fatores que possam despertar o seu interesse por alguém, vale investir em conhecer a outra pessoa, e mostrar-se a ela, por inteiro.

Uma relação afetivo-sexual monogâmica, satisfatória e duradoura requer cumplicidade, criatividade, admiração e respeito mútuos.

Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.

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