Está difícil arrumar homem?

Exigentes, as mulheres não sabem bem para que precisam de um homem que fique por muito tempo em suas vidas

Resposta: A relação das pessoas com o casamento vem mudando muito rapidamente. Se antes só o homem era resistente a ele, hoje as mulheres também são.
 
Dizem elas que está difícil “arrumar homem”. Mas será que todas que afirmam isso querem, realmente, encarar uma relação a dois com uma pessoa de carne e osso, imperfeita, com exigências, e costumes diferentes? Sim, porque idealizar o homem perfeito é uma coisa. Relacionar -se com um de verdade é outra. 

O homem idealizado na cabeça das mulheres de hoje, tem que ser gentil, sensível, generoso e ao mesmo tempo desafiador, mobilizador, safado. É como se ele fosse um robô programado para ler as vontades da mulher e agir da forma que ela espera a cada momento. Sim, porque as mulheres continuam sendo volúveis e mudam de humor com bastante frequência. 

Será que existe esse homem na vida real? Jorge Amado descreveu essa fantasia feminina muito bem em seu “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Um certinho e outro erradinho. Para juntar os dois, só mesmo a ficção…

As mulheres nunca estiveram tão exigentes em relação a homens como hoje em dia. E isso diminui a quantidade de candidatos aceitáveis. . Na verdade, estão exigentes mas não sabem bem para que precisam de um homem que fique por muito tempo em suas vidas. Relações mais líquidas acabam trazendo momentos de prazer, sem o ônus da responsabilidade e da generosidade, tão necessária no casamento.

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Procriar? Não é mais necessário casamento para isso. Existem formas alternativas bem menos comprometedoras: adoção, fertilização in vitro etc.
A maioria das mulheres hoje trabalha, então o homem provedor não é mais necessário.

Por outro lado, a ousadia masculina de aproximação, sedução, a famosa cantada, hoje tem que ser exercida com muito cuidado. Qualquer palavra mal interpretada pode caracterizar assédio. Será que os homens não ficam meio retraídos em função disso?

Relações sem nome nem sobrenome

As relações amorosas em geral, estão se transformando. E dentro desse processo de transformação, as regras de relacionamento caíram por terra dando lugar a relações sem nome nem sobrenome. As pessoas ainda guardam a lembrança de antigas formas de se relacionar e, muitas vezes, as usam como ideal. Porque é difícil pensar, individualmente, no tipo de parceria amorosa que cada um quer para si. Pensar dá trabalho.

Assim, mulheres e homens vão passar algum tempo no limbo, esperando que parcerias amorosas apareçam prontinhas em sua frente e elas não aparecerão. Enquanto mulheres e homens não abandonarem ideais retrógrados e não se esforçarem para entender que querer nem sempre é poder, ouviremos mulheres dizendo que é difícil achar homens e homens dizendo que é difícil achar “princesas”. Relacionar-se é difícil mesmo. Quem não aceitar esse desafio e preferir viver de ilusões ficará sozinho. O que, talvez, afinal, seja melhor.

Atenção!
Esta resposta (texto) não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.

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É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental. Vya Estelar quer colocar você, querido leitor(a), ainda mais pertinho de nós. A psicóloga Anette Lewin responderá perguntas enviadas por você sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas por você; 2º) formato: extrair uma palavra em específico de uma pergunta que você enviou (ex: traição). E partir desta palavra, revelar o significado do que sentimos ao nos relacionar. Seu nome e e-mail serão preservados.