Gozo mas não ejaculo

Como o homem lida com isso em relação à sua parceria sexual? Como as mulheres encaram essa situação?

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“Quando se tem a próstata aumentada, a chamada hiperplasia benigna, isso dificulta muito para o homem esvaziar a bexiga ao urinar. A consequência é ir ao banheiro várias vezes para urinar, não conseguindo ficar horas seguidas sem urinar. Isso impacta não só sua qualidade de vida, mas prejudica o sono, pois precisa acordar durante a noite várias vezes para urinar. 

Os dois tratamentos para resolver o problema afetam a saída do sêmen: 

1. Fazer cirurgia para diminuir o tamanho da próstata: uma consequência comum é o homem continuar tendo orgasmo, mas o sêmen, ao invés de sair pelo pênis, vai para dentro da bexiga. Por isso, o orgasmo pode ficar “seco” ou sair muito pouco líquido. Depois, o sêmen é eliminado na urina.  

2. O uso de medicamento que murcha a próstata, também pode secar o sêmen ou deixá-lo sem coloração. Então, minha pergunta é: como o homem lida com isso com sua parceria sexual? Como as mulheres tendem a lidar com isso: se relacionar com um homem “sem sêmen” ou de coloração transparente?”

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Resposta: Quando ocorre uma mudança na ejaculação depois de um tratamento, o impacto pode ir além da alteração física propriamente dita. Para muitos homens, ver o sêmen durante a relação está associado à ideia de potência, virilidade e desempenho sexual. Por isso, quando ele diminui muito ou deixa de aparecer, pode surgir a sensação de que alguma coisa importante da sexualidade foi perdida.

Como é para a mulher

Para a mulher, não existe uma reação única. Algumas podem estranhar ou ter dúvidas, mas, quando entendem que se trata de uma consequência do tratamento, e que isso não significa perda do desejo, do prazer ou da masculinidade do parceiro, a tendência é que a questão seja melhor assimilada. 

Por isso, informação e diálogo fazem muita diferença. Quando o homem e sua parceria conseguem compreender o que mudou e conversar sobre isso sem constrangimento, abre-se espaço para uma nova forma de vivenciar a sexualidade. O corpo pode responder de maneira diferente após um tratamento sem que isso represente o fim da vida sexual. Desejo, intimidade, prazer e orgasmo podem continuar presentes, ainda que algumas respostas fisiológicas tenham se modificado.

Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.

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Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.