Amamos um ao outro, mas não fazemos sexo

E-mail enviado por uma leitora:

“Sou casada há dois anos. Somos mais amigos do que casal. Fazemos tudo juntos menos sexo. Nós nos amamos. Ele é fiel e eu também. Ele nunca foi ligado muito a sexo desde o namoro. Descobri há poucos meses que ele se masturba todo dia uma ou mais vezes assistindo a vídeos pornô. Já conversei mas ele não parou. Ele prefere se masturbar a ter relação comigo. Não brigamos, somos muito parceiros e nos amamos muito. Mas hoje isso me incomoda muito. Sinto-me péssima. Tá me destruindo como mulher. Aguardo resposta. Obrigada”

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Resposta: Talvez aquilo que você já percebia durante o namoro: o pouco interesse do seu parceiro por sexo, não te afetasse como agora. Se você tinha expectativa de que com o casamento a vida sexual de vocês melhoraria, deve estar muito incomodada mesmo. Ainda mais sabendo que o seu marido se masturba todo dia focado na pornografia.

Vale esclarecer que, tanto a masturbação quanto assistir a vídeos eróticos na internet não devem ser vistos como vilões. Pessoas casadas podem muito bem se valer dessas práticas, como uma alternativa para o prazer sexual. Mas, quando essas práticas viciam, pode ser algo nocivo para o dependente, para a parceria e para a relação a dois. Assim, como tudo na vida, é preciso encontrar o equilíbrio. É preciso dialogar sobre a disponibilidade de vocês para saírem desse modo de funcionamento da relação juntos, para erotizarem a vida a dois.

Como por exemplo, qual a possibilidade de vocês assistirem a filmes pornô juntos, praticarem a masturbação mútua para intensificar a excitação de ambos e proporcionar um clima de intimidade até que alcancem o sexo com penetração?

As atividades eróticas compartilhadas podem funcionar como um estímulo para criar uma aproximação íntima cada vez maior. Afinal, vocês se amam e já fazem tudo junto como amigos.

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Bora pensar no investimento conjunto para formarem um casal então! Caso a dificuldade persista procurem uma psicoterapia de casal com enfoque na sexualidade.

Atenção!

Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.