Aprende-se pela emoção e pela repetição

por Marta Relvas

É no cérebro que as memórias cognitivas e emocionais são construídas. Por esta razão, torna-se necessário que o professor reconheça a importância desse estudo para promover a melhoria em suas práxis pedagógicas, e reconhecer como essa específica função executiva, desperta a cognição e a inteligência dos estudantes.

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Estudos indicam que é pela repetição dos estímulos que a aprendizagem acontece, pois, as conexões neurais tornam-se fortalecidas, devido o aumento do potencial de ação da célula especializada do sistema nervoso, o neurônio. À medida que os neurônios se conectam, promove-se um aumento do neurotransmIstor denominado glutamato.

Fortalecendo a informação escrita recebida no texto: "Quanto mais se repete a ação, mais consolidada é a reação entre as células neuronais".

A memória é processada da seguinte forma: quando um percurso sináptico é percorrido várias vezes, ele se torna mais facilitado. Isto é memória. A memória é causada pela alteração na capacidade de transmissão sináptica de um neurônio como resultado da atividade neuronal prévia. Quando eu digo: o hemisfério dominante da linguagem é o esquerdo. Essa é uma frase que eu disse. Essa frase quando entrou no seu ouvido, chegou ao córtex, percorreu um circuito sináptico. Uma vez tendo passado pelo circuito sináptico, quando eu disser pela segunda vez vai passar de novo. Quando pensar pela terceira vez, só com o pensamento, você vai conseguir ativar esse circuito sináptico. Isto é: LEMBRAR.

Lembrar é ter o circuito sináptico tão facilitado, que o meu pensamento ativa esse circuito sináptico. Isto é memória. Então é facilitar o percurso sináptico, por esse percurso já ter sido percorrido previamente. Então, se eu leio vinte vezes a página de um livro, com certeza eu vou acabar lembrando da informação, porque vinte vezes aquela informação percorreu o circuito sináptico. Então a repetição fixa a memória.

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Se o estudante apresentar motivação pela informação recebida ou se for um estímulo queira muito saber, uma única passagem já facilita maximamente esse circuito sináptico.

Em outras palavras. Quando o estímulo aguça a atenção e a motivação, cria-se um aumento neuroquímico no circuito de recompensa do cérebro, provocando então, uma ação fisiológica da sinapse elétrica e química entre os neurônios. Dai a importância da memória aplicada para aprendizagem no cotidiano escolar.

Uma dica importante: os conteúdos desenvolvidos em sala de aula, precisam estar emodulrados nos processos emocionais para despertar o interesse dos aprendentes.

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Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.