Até que ponto o cansaço mental pode prejudicar a vida sexual da mulher?

por Margareth dos Reis

Resposta: Em relação à sua pergunta podemos afirmar que o cansaço (seja mental e/ou físico) é apontado como um fator de risco para o desenvolvimento da insatisfação na vida íntima dos casais.

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A disposição para o sexo pode ficar comprometida sempre que as condições de vida não favorecem o envolvimento com o prazer. Ou seja, a probabilidade de que uma pessoa que esteja atravessando um período de preocupações (com trabalho, problemas de saúde, conflitos conjugais, dinheiro, etc.) experimente um intenso desgaste emocional e comece a se afastar das interações sexuais não é incomum. Até porque o desejo de buscar uma situação de intimidade pode ficar inibido se a mente ficar totalmente focada nos problemas que a preocupam.

Por isso, é importante avaliar mais detalhamente qualquer mudança que prejudique a vida sexual de uma pessoa, mesmo quando existem causas presentes no dia a dia que podem consumir mais energia (física e/ou mental) do que ela costumava gastar antes.

A resposta sexual satisfatória pode coexistir com períodos mais extenuantes da vida, desde que o casal consiga reconhecer os fatores estressores e encontrar um espaço para dar uma trégua para os enfrentamentos difíceis da vida, buscando um no outro, o conforto necessário para promover situações a dois gratificantes. Assim, qualquer tipo de cansaço (seja da mulher ou do homem) deve ser melhor avaliado (tanto do ponto de vista físico quanto emocional) e suas causas compreendidas para que possam ser contornadas antes que o quadro se torne crônico e devastador para a qualidade de vida individual e do casal.

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.

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