Como faço para meu marido entender que não o quero mais?

por Margareth dos Reis

"E que não adianta ele querer me mostrar sua performance. Eu quero ir embora e ele não me dá chance. Tenho medo e dó de ser sincera!"

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Resposta: O que você já fez para o seu marido perceber que você não o deseja mais… nem sexualmente e nem como parceiro de vida?

Caso você já tenha comunicado isso para ele, é hora de tomar providências sobre o que pretende fazer daqui para frente.

Não dá para esperar que ele dê a chance para você ir embora, nem tampouco concorde com a sua decisão para então o deixar. Essa é uma determinação sua, portanto, pessoal e intransferível.

A ele vai caber lidar com essa realidade como gente grande que tem que entender que quando o desejo de convivência acaba para um dos lados (incluindo a falência do desejo sexual), a parceria amorosa torna-se inviável.

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É preciso aceitar o fracasso de nossas escolhas para aprendermos a evitar o que é destrutivo em nossas vidas. Não dá para manter um relacionamento por dó do outro ou por medo de demonstrar sinceridade.

A tentativa de ficar na relação por compaixão precisa de um limite bem definido para não cumprir apenas a função de preencher um vazio da própria solidão. O processo de amadurecimento está intimamente ligado às reações emocionais que aprendemos a equilibrar conforme superamos cada dificuldade que a vida nos impõe.

Assim sendo, a percepção para reconhecer que é hora de "tirar o time de campo" pode ajudar a evitar uma desolação ainda mais intensa para todos que estão envolvidos em uma situação difícil. Da mesma forma, a sinceridade é sempre uma ótima oportunidade de expressar o que a outra pessoa não espera ouvir, desde que não se faça uma abordagem hostil ou desrespeitosa.

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Para finalizar, vida a dois saudável se mantém com clima gostoso, compartilhado, descontraído, confiável, erotizado, ou seja, sem coação, sem artifícios e, principalmente, sem sacrifícios!

Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS. Psicóloga, terapeuta sexual e de casais, coordenadora no atendimento psicológico de pacientes com disfunções sexuais no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e coordenadora da Pós Lato Sensu em Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual, na Faculdade de Medicina do ABC. Psicóloga, Idealizadora e Colunista no perfil “Conte com as 3” nas redes socias, que aborda temas como comportamento, sexualidade e carreira.