Como funciona o cérebro?

Por Marta Relvas

Muito se estuda sobre aprendizagem, comportamentos humanos, células neuronais. Enfim, como essas estruturas neurobiológicas se organizam e conectam-se dando ao sistema nervoso, especificamente ao encéfalo, a função central de receber, decodificar e responder aos estímulos ambientais.

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Essas forças que se conectam, acontecem por meio do potencial de ação da membrana celular, com gasto de energia mitocondrial, entre os neurônios, células da Glia e o meio extracelular, ativando as sinapses. O princípio físico, biológico é identificar como essas  forças de ações neuronais, tornam-se mais forte ou mais fraca no instante da  tramsmissão do impulso elétrico e químico. Pesquisas estão sendo intensificadas com a finalidade de entender como as fibras nervosas axonais se unem formando as redes neurais dando uma forma de comunicação multimodal do cérebro, por meio dos conectomas.    

Conexões cerebrais, atividades mentais e comportamentais

Segundo, PEREIRA, Fabricio Ramos Silvestre, em sua tese de doutoramento, 2013, diz: O conectoma cerebral refere-se ao mapeamento dos circuitos neurais com os objetivos de: Identificar regiões que dão suporte às atividades mentais e comportamentais, e detectar alterações nesses circuitos que levam a distúrbios de ordem psiquiátrica e neurológica. Essa "conectividade" entre regiões cerebrais é geralmente classificada em três tipos: anatômica, funcional e efetiva. Sendo representada e observadas por meio de neuroiamgem Ressonância Magnética, Eletroencefalograma. Importante destacar que com esses estudos é possível se reconhecer cérebros com patologias específicas, mutações gênicas ou saudáveis, a princípio estudadas, segundo o autor, e a neuroplasticidade funcional por biomarcadores.    Estudos por mapeamento do conectoma vem sendo pesquisado por meio de marcadores de diversos tipos, bem como, vem sendo observado pelo fluxo da atividade neuronal, e também, pelo fluxo e a intensidade da glicose (sangue), nas regiões cerebrais.

Estrutura do cérebro: estudos específicos  

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Estudos específicos vêm sendo desenvolvidos pelo Projeto Conectoma que consistem em analisar com mais detalhes a estrutura do cérebro humano e relacioná-lo como a diferença no DNA das pessoas exercem sobre o órgão. Pesquisas atuais, por meio da Ressonância Magnética, demosntram que as fibras nervosas são vias organizadas, e não um emaranhado de conexões como pensava-se há algum tempo atrás. Fazendo uma comparação, as conexões das fibras neurais que forma o cérebro, lembram e  parecem uma supervia de avenidas, ruas, ruelas, bem direcionadas e organizadas como uma cidade planejada.  Porém, com todo avanço tecnológico, ainda não é possível diferenciar ou reconhecer, se uma pessoa  apresenta um determinado tipo de conectoma que possa desenvolver uma patologia ou não.

Mapear todas as sinapses em um cérebro é uma meta e um caminho importante para os estudos  das neurociências, porém, não será fácil ou viável.  O objetivo de entender o cérebro humano e seu funcionamento é realmente uma das últimas fronteiras para os seres humanos explorarem. Tentar explicar por que um determinado indivíduo é do jeito que é, ou o que causa uma determina patologia e na outra pessoa não apresenta, por exemplo, continuará sendo um desafio muito grande por algumas décadas. https://studylibpt.com

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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