Como se comporta uma criança inteligente?

por Marta Relvas

Foi-se o tempo em que se pensava que o estudante inteligente era aquele que tirava 10 em matemática. O ensino tradicional é pautado na transmissão e reprodução da informação e a inteligência humana não pode ser medida por uma nota ou conteúdo escolar.

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A inteligência é uma capacidade intrínseca do ser humano, pois somos os únicos animais capazes de desenvolver potencialidades a partir dos desejos subjetivos, relacionados aos nossos interesses, prazeres e recompensas.

A inteligência pode ser considerada também como sobrevivência da espécie, pois todos nós humanos herdamos parte da inteligência dos nossos ancestrais, ou seja, decodificado na base da molécula de DNA evoluído.

Todos os animais são inteligentes, porém o único capaz de usá-la a partir das funções cognitivas do cérebro e aplicá-la para o bem ou o mal é o ser humano.

Aspectos importantes aplicados ao "termo inteligência humana"

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1º) Considerada como uma propriedade de todos os seres humanos.

2º) É uma dimensão na qual as pessoas diferem – nem mesmo os gêmeos idênticos têm o mesmo perfil de inteligência.

3º) Como alguém realiza uma tarefa guiado por suas próprias metas.

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A inteligência é o potencial biológico, psicológico cognitivo, emocional e social que o ser humano desenvolve como ferramenta para elaborar soluções para determinados tipos de situações consideradas complexas, transformando-as em úteis, podendo ser despertadas e potencializadas tanto no âmbito familiar e escolar.

A criança inteligente é aquela que usa a inteligência como desejo do conhecimento em aprender a aprender, aprender a conviver, aprender a fazer, aprender a ser e que consegue reconhecer seus sentimentos e emoções.

Dicas de como o educador pode se preparar para atuar com foco nas habilidades individuais dos alunos.

Primeiro, reconhecendo que os saberes são múltiplos e que o potencial de cada um é o resultado da interação de competências, habilidades, sensibilidade e oportunidades que aparecem em "doses variadas" até no mesmo indivíduo ao longo da vida.

Dicas para turbinar a aula:

1 – No domínio da linguagem – dê ênfase a textos, poemas, oralidade. Sistematize o conhecimento linguístico formal e não formal com o aluno.
2 – Na capacidade visual – promova a criação com ou sem estímulos visuais. Construa jogos usando o corpo como ferramenta de estímulos.
3 – Na competência auditiva – proponha atividades de criação de sons, intensidade e ritmo.
4 – Promova atividades corporais usando a dança, a música, permitindo uma coreografia usando fitas, bandeiras, balões para serem habilmente manejados no ar.
5 – Possibilite a escuta dos sentimentos e outros estados mentais de si mesmo e do outro.
6 – Reconheça que a aula não precisa ser realizada somente dentro da sala convencional, permita um passeio ao ar livre para observar os pássaros, árvores, construção do espaço físico da escola, promovendo os conhecimentos alicerçados na ciência.
7 – Permita que o aluno pense e provoque a reflexão – "A melhor escola não é aquela que transmite conteúdos densos e de repetição, mas aquela que provoca e promove o pensar sobre o pensar e que permite questionamentos e dúvidas".

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.